Vídeo choca ao mostrar soldados russos amputando pênis de prisioneiro de guerra ucraniano com estilete

As cenas de horror foram divulgadas inicialmente no Telegram e, posteriormente, no Twitter. A veracidade foi confirmada pelo governo ucraniano

de Redação Jornal Ciência 0

Imagens perturbadoras foram divulgadas mostrando um prisioneiro de guerra ucraniano amarrado e amordaçado sendo castrado por soldados russos — usando o que parece ser um estilete.

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A filmagem selvagem foi confirmada como autêntica na sexta-feira (29/07) por um político e jornalista ucraniano, que disse que os soldados camuflados estavam sendo liderados por Vitaly Aroshanov.

Vitaly Aroshanov faz parte do chamado Grupo Wagner — organização paramilitar de origem russa, identificando-se como empresa privada, que teria fortes laços com o governo russo e que atua em regiões do mundo como leste da Ucrânia, Síria e países da África.

Vitaly Aroshanov é um dos integrantes do Grupo Wagner que estava com os soldados russos no momento do ato brutal

Os soldados russos chutam a cabeça do prisioneiro, que está completamente amarrado e amordaçado. Eles então puxam suas calças e usam um estilete para amputar seu pênis, enquanto ele tenta gritar e se contorcer de dor.

“Após a tortura, ele foi morto a tiros e seu corpo arrastado pelas ruas por uma corda”, disse o site de notícias de guerra Ukraine Watch. O portal impediu que esta segunda parte do vídeo fosse divulgada por questões éticas.

O vídeo com a tortura surgiu pela primeira vez na quinta-feira (28/07), em vários canais russos no Telegram, como um aviso às mães ucranianas para não enviarem seus filhos para a guerra, pois o mesmo aconteceria com eles, disse o jornal Kyiv Post.

O soldado ucraniano teve seu pênis decepado com um estilete

Os soldados falam em russo e ficam perto de um veículo com a letra Z maiúscula, símbolo usado para as tropas do Kremlin. Outras postagens incluíam fotos do corpo de um soldado ucraniano com as mãos decepadas e a cabeça fincada em uma cerca, disse o jornal.

Mikhailo Podolyak, jornalista, negociador e conselheiro do presidente ucraniano, estava entre as autoridades locais que na sexta-feira confirmaram a autenticidade do vídeo, prometendo que iria identificar e capturar cada um dos “carrascos invasores”. “O mundo precisa perceber que a Rússia é um país de canibais que gostam de tortura e assassinato”, disse Podolyak.

“A Rússia tem que pagar por isso. O mundo não pode fingir que isso não está acontecendo”, disse a deputada ucraniana Inna Sovsun, que compartilhou alguns dos vídeos no Twitter e teve a conta suspensa temporariamente pelo nível perturbador da tortura.

Logo depois de ter a conta reestabelecida, ela criticou duramente o Twitter por derrubar o seu perfil por apenas ter mostrado os crimes de guerra que estão acontecendo e que o mundo precisa ver. “Mas é isso que acontece. E excluir o vídeo não vai mudar isso. As pessoas deveriam saber o que a Rússia está fazendo!”, disse ela.

Paul Massaro, conselheiro político da Comissão de Segurança e Cooperação na Europa, disse que “o mal doentio cometido pelos soldados russos” deve ser uma mensagem para o mundo ajudar a Ucrânia a acabar com isso.

“A barbárie e a depravação dos invasores russos são revoltantes. Castração, assassinato, estupro, matança de crianças, destruição de cidades. Mal absoluto”, disse ele no Twitter.

Pessoas influentes no Exército dos EUA, como John Spencer, também imploraram aos líderes mundiais que agissem. “Acabei de assistir ao vídeo mostrando soldados russos cortando a genitália de prisioneiro de guerra ucraniano. Como você ‘desvê’ isso? O que estamos esperando para deter esse mal?”, disse.

Não está claro quando ou onde as imagens foram gravadas, mas alguns dos soldados russos camuflados teriam sido identificados como sendo os mesmos que aparecem em vídeos de propaganda, divulgados pelos veículos de mídia apoiados pelo governo russo. As imagens são muito perturbadoras e optamos por não divulgá-las.

O que é o Grupo Wagner?

Símbolo do Grupo Wagner

Alguns especialistas críticos ao governo Putin e de suas ações, chamam o Grupo Wagner de “exército particular de Putin”. São fortemente armados e preparados para combates militares. É uma organização privada.

Segundo o Ministério da Defesa do Reino Unido, mais de 1.000 mercenários do grupo, incluindo alguns de seus líderes, devem ter sido enviados para a Ucrânia para lutar junto aos soldados russos. 

No ano passado, 3 organizações internacionais denunciaram a empresa para a Justiça da Rússia, pelos atos cruéis cometidos por seus homens na guerra da Síria — mas, as denúncias parecem não ter surtido efeito criminal.

O grupo tem ramificações na Líbia, ao lado das forças do marechal Khalifa Haftar. Na República da África-Central ajudam a instruir o exército. No Sudão, Moçambique e Venezuela, também possuem participação.

Fonte(s): New York Post / Kyiv Post Imagens: Reprodução / Redes Sociais

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