OnlyFans humanitário: 38 pessoas trocam nudes para arrecadar dinheiro para o exército da Ucrânia

Por mais bizarro que pareça, a iniciativa já ajudou o exército ucraniano com o equivalente a R$ 3,8 milhões nos 3 primeiros meses

de Redação Jornal Ciência 0

Grupo formado por 38 pessoas da Bielorrússia e da Ucrânia, resolveu se unir de forma “picante” para ajudar a Ucrânia, país que está sendo bombardeado pela Rússia.

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Apesar da exposição ser para maiores de idade, a atitude visa uma causa humanitária: arrecadar fundos para o exército do país.

A venda de imagens íntimas está ocorrendo há 3 meses e já faturou 3,8 milhões de reais, destinados automaticamente para o exército, já que as contas bancárias oficiais estão cadastradas no perfil de cada voluntário. Isso ajuda na compra de munição e mantimentos para as tropas ucranianas que estão em desvantagem.

Na verdade, o grupo foi inspirado pela famosa plataforma OnlyFans, com as mesmas características. Chamado de TerOnlyFans, o usuário faz o cadastro, pagar o valor para o exército e apresenta o comprovante aos voluntários.

Logomarca do site escrito em ucraniano

A partir disso, o internauta recebe nudes de uma das 35 mulheres cadastradas e de 3 homens, como forma de “agradecimento e retribuição” pela doação.

A ideia de Nastsassia Nasko, 23 anos, (nascida na Bielorrússia, mas que vivia na capital ucraniana Kyiv) veio poucos dias após a invasão, no final de fevereiro. Ela perguntou no Twitter se alguém, com carro, poderia ajudá-la a retirar um amigo da cidade sitiada de Kharkiv. Ninguém respondeu.

Então, em tom de brincadeira, disse que enviaria uma foto nua para quem pudesse ajudar. Em menos de 5 minutos, mais de 10 mensagens estavam em sua caixa de entrada. Ela precisou enviar a foto como “pagamento” e conseguiu ajudar seu amigo, que saiu da cidade em segurança.

Nastsassia Nasko, com ajuda de sua amiga Anastasiya Kuchmenko, lançaram o TerOnlyFans — um jogo de palavras, já que “Ter” (TEP em ucraniano) é uma terminologia referente a “defesa territorial”.

Em entrevista ao portal Insider, Nasko revelou que faturou US$ 700.000 nos três primeiros meses. Segundo ela, grande parte dos doadores são da própria Ucrânia, mas existem usuários da Holanda, França e Reino Unido.

Nasko revelou ainda que a maior doação veio de um homem que pagou US$ 2.800 em criptomoedas para receber nudes e ajudar o exército.

Ao contrário do OnlyFans — serviço de assinatura no qual os usuários oferecem conteúdos mais explícitos quanto mais recebem dinheiro — o TerOnlyFans não permite que os doadores façam solicitações.

Por questões de queda de energia e dificuldade na hospedagem, rotineiramente o site fica fora do ar. 

“Não somos profissionais do sexo, estamos apenas tentando arrecadar dinheiro para a guerra. Vamos encerrar o projeto quando Putin morrer e a Rússia interromper sua agressão”, salientou Nasko ao Insider.

Fonte(s): New York Post Imagens: Divulgação / TerOnlyFans

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