Rússia afirma que vacina Sputnik V é eficaz contra cepas britânica, sul-africana e brasileira

A Rússia já havia informado que vacina atuaria contra as variantes sul-africana e brasileira. Agora, afirma que também protege contra a britânica.

de Thuany Motta 0

A primeira vacina russa, Sputnik V, e a segunda, chamada EpiVacCorona e registrada em outubro passado, são eficazes contra a cepa britânica do coronavírus, afirmou o órgão encarregado da proteção ao consumidor no país, chamado Rospotrebnadzor.

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“O efeito protetor foi demonstrado neutralizando reações usando soro de pessoas que receberam a Sputnik V e a EpiVacCorona e desenvolveram anticorpos contra o SARS-CoV-2”, disse o órgão em declaração oficial em sua conta no Facebook.

“O soro nas pessoas vacinadas neutralizou efetivamente tanto a variante britânica do coronavírus quanto o próprio coronavírus, que não contém o conjunto de mutações características da cepa britânica”, complementou.

Na última sexta-feira, um estudo do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação da Rússia identificou a transmissão comunitária na Argentina da variante britânica do coronavírus, que tem maior capacidade de contágio.

O estudo indica que, entre as 156 coletas realizadas em Buenos Aires, foram detectados casos da cepa do Reino Unido, tecnicamente conhecida como variante VOC202012/01.

Porém, o órgão russo não revela quantas pessoas foram analisadas neste estudo realizado pelo Centro Estadual de Virologia e Biotecnologia Véktor, desenvolvedor da EpiVacCorona.

Na última segunda-feira, foi dito à agência TASS que a segunda vacina russa também foi eficaz contra as cepas sul-africana e brasileira, sem oferecer mais dados e informações adicionais.

O presidente russo, Vladimir Putin, instruiu o governo a analisar a eficácia das vacinas russas contra novas variantes do coronavírus e, se necessário, realizar mais pesquisas para adaptá-las.

Na Rússia, antes do Ano Novo, foi detectada a presença da cepa britânica em um paciente, que já se recuperou, segundo a agência Interfax.

O Centro Véktor isolou a cepa britânica em dezembro passado e estudou essa variante do coronavírus. A Sputnik V foi registrada na Rússia em agosto passado e tem 91,6% de eficácia, de acordo com análises provisórias de testes clínicos de fase III publicadas este mês na revista científica “The Lancet”.

A EpiVacCorona, por sua vez, concluiu os testes clínicos no final de setembro passado. No dia 16 de novembro, o Ministério da Saúde da Rússia autorizou a realização de exames pós-registro em voluntários com mais de 60 anos e em 3.000 voluntários entre 18 e 60 anos.

Sobre a Sputnik V, Putin foi criticado por ter anunciado no ano passado o registro da vacina sem ter concluído todos os estudos e sem apresentar estes dados para a comunidade científica. A Sputnik V está atualmente registrada em 26 países.

Fonte(s): Clarin Imagens: Divulgação

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