Cientistas descobriram cabeça de lobo da Era do Gelo incrivelmente preservada na Sibéria

de Merelyn Cerqueira 0

Em 2018, um homem chamado Pavel Efimov descobriu a cabeça de um lobo da Era do Gelo na região de Abyisky, norte da Yakutia, Sibéria. O achado, incrivelmente preservado graças ao permafrost (gelo permanente), ainda tinha pelos, presas e até mesmo o cérebro.

A cabeça foi revelada na abertura de uma exposição no Japão sobre criaturas da Era do Gelo. Ela foi datada de cerca de 40.000 anos por cientistas japoneses que trabalharam em conjunto com uma equipe da Academia de Ciências da República Sakha, da Rússia.

Os cientistas não souberam responder como a cabeça teria sido cortada, no entanto, descartam a possibilidade de que tenha sido feita como um troféu de algum tipo de caçador primitivo, uma vez que os humanos só começaram a chegar a essa região da Rússia há cerca de 32.500 anos.

A pelagem do lobo era espessa e semelhante à de um mamute lanudo. Acredita-se que ele tenha morrido quando já era um adulto de tamanho normal, entre 2 e 4 anos de idade.

Verificou-se que a cabeça media cerca de 40 centímetros de comprimento, algo 25% maior do que os lobos cinzentos modernos, cujas cabeças medem em média até 28 centímetros.

O comprimento total dos lobos cinzentos da Eurásia varia entre 1 metro e 1,6 m, o que significa que, se esse espécime do período Pleistoceno fosse proporcional e representativo da média, poderia ter cerca de 2 metros de comprimento.

Segundo Albert Protopopov, da Academia de Ciências da República de Sakha, essa é a primeira vez que os restos mortais de um lobo Pleistoceno totalmente crescido e extremamente preservado são descobertos.

Agora, os cientistas farão comparações com os lobos modernos para entender melhor como a espécie evoluiu e mudou de aparência.

Não está claro qual exatamente é a espécie do lobo. Presume-se que seja um lobo da megafauna, uma forma de Canis lupus, ou lobo cinzento, adaptado para viver durante o clima frio do Pleistoceno.

O período em questão, que data de 2,6 milhões de anos para 11.700, quando a última Era do Gelo chegou ao fim, fez com que muitas criaturas vagassem pelas planícies congeladas da Sibéria. Nos dias atuais, à medida que o permafrost é derretido em razão do aquecimento global, elas estão sendo reveladas.

Na região da Yakutia já foram encontrados restos incrivelmente conservados de mamutes lanudos, rinocerontes lanudos, filhotes de leão-das-cavernas e um potro de uma extinta espécie de cavalo siberiano.

O DNA do lobo agora será examinado por cientistas do Museu de História Natural da Suécia, que já afirmaram não ter intenção de clonar ou trazer de volta à vida a espécie.

Fonte: IFLScience Foto: Reprodução / IFL Science / Foto de Capa: Daily Mail

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