Primeiro caso de humano contaminado com o vírus da “varíola dos macacos” nos EUA

Após décadas sem registros da doença, a informação foi divulgada e confirmada pelos órgãos de saúde do país

de Redação Jornal Ciência 0

O CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças) e o Serviço de Saúde do Estado do Texas confirmaram o primeiro caso de “varíola dos macacos” em humano, após décadas sem nenhum caso relatado.

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Em 15 de julho, o paciente viajou da Nigéria para Dallas, no Texas, onde atualmente está hospitalizado. O CDC está trabalhando com as autoridades de saúde locais e com a companhia aérea para rastrear passageiros que entraram em contato com o residente dos EUA.

Apesar disso, os órgãos de saúde acreditam que o risco de transmissão seja baixo, visto que as máscaras eram obrigatórias no voo, limitando o risco de transmissão dentro do avião.

Além de pertencer à mesma família do vírus da varíola, os sintomas da “varíola dos macacos” (também chamada de monkeypox) são semelhantes, embora não são a mesma coisa e apresentam sinais diferentes e mais brandos.

Os sinais iniciais incluem febre, dor de cabeça, dores musculares, dor nas costas, gânglios linfáticos inchados, calafrios e exaustão. Depois disso, pode ocorrer erupção cutânea, provavelmente começando no rosto antes de se espalhar para outras partes do corpo.

A maioria dos pacientes desenvolverá uma doença leve e se recuperará em algumas semanas sem qualquer tratamento, mas às vezes pode ser fatal.

Na nova cepa identificada pelo CDC, as infecções serão fatais em cerca de 1% dos pacientes, embora o número de vítimas pode ser maior em pacientes com o sistema imunológico comprometido.

A OMS, oficialmente, reconhece que de 1 a 10% dos pacientes contaminados com este tipo de varíola morrem durante pequenos surtos que ocorrem em alguns locais do mundo.

Monkeypox (“varíola dos macacos) foi descoberto pela primeira vez em 1958 após vários surtos em populações de macacos que foram mantidos presos para serem usados em pesquisas, na África, de acordo com o CDC.

O primeiro caso humano foi registrado na República Democrática do Congo, em 1970. A versão humana é amplamente transmitida de animais para humanos, ao invés de humano para humano.

Quando é transmitida de pessoa para pessoa, é através do contato com lesões e fluidos corporais, materiais contaminados (por exemplo, roupas e lençóis), bem como gotículas respiratórias.

A grande maioria dos casos ocorreu, até então, na República Democrática do Congo, com mais de 1.000 casos anuais desde 1970. Alguns surtos menores ocorreram na África Central e Ocidental.

Apenas três países fora da África tiveram casos da doença — os EUA tiveram o maior surto com 37 casos confirmados em 2003, que foi causado pelo transporte de animais de Gana que incluía alguns infectados com a doença.

“Acredita-se que a transmissão entre humanos ocorra principalmente por meio de grandes gotículas respiratórias”, escreveu o CDC em seu comunicado à imprensa.

“As gotículas respiratórias geralmente não podem viajar mais do que alguns metros, então é necessário um contato face a face prolongado”, relatou.

À época, um surto ocorreu no Reino Unido, onde um paciente passou a infectar outros antes que pudesse ser contido, mas o surto foi controlado.

Ao longo dos anos, houve vários outros casos de passageiros que trouxeram a “varíola dos macacos” da Nigéria para outros países. Na foto de capa, uma menina de apenas 4 anos contaminada com o vírus na Libéria, em 1971.

Fonte(s): IFLScience Imagens: Reprodução / CDC

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