NASA revela imagens impressionantes de explosões no lado mais distante do Sol

de Merelyn Cerqueira 0

O telescópio espacial Fermi, da NASA, capturou imagens impressionantes de NASA no lado mais distante do Sol, de acordo com informações do Daily Mail.

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Esses brilhos de raios gama estão ligados às ejeções de massa coronal, lançadas em nuvens de plasma de bilhões de toneladas ao espaço. Em condições normais, tais emissões são bloqueadas pelo Sol, uma vez que ocorrem em seu lado oposto. No entanto, de acordo com os pesquisadores, como foram capturadas pelo telescópio, essas provavelmente viajaram centenas de milhares de quilômetros em apenas poucos minutos.

solar flares 2

De acordo com a NASA, o telescópio Fermi de Grande Área (LAT) conseguiu capturar raios gama com energias tão altas quanto três bilhões de elétrons-volts, enquanto a nave espacial STEREOS, também da agência, monitorava o lado mais distante do Sol no momento da erupção. Logo, ambos permitiram a primeira imagem direta de um evento de raios gama na região do limbo solar, também conhecida como interface.

 

Os raios gamas detectados pelo LAT são 30 vezes mais energéticos do que observados indiretamente em outros eventos na mesma região de limbo. Segundo o pesquisador Nicola Omodei, de Stanford, Fermi viu os raios gama a partir do nosso lado do Sol, mas as emissões dos fluxos de partículas eram oriundas da região da interface. “Essas partículas devem ter percorrido mais de 480 mil quilômetros em apenas cinco minutos de erupção para produzir tais luzes”, explicou.

 

Os eventos ocorreram em três ocasiões: 11 de outubro de 2013, 6 de janeiro e 1 de setembro de 2014, todos associados a ejeções rápidas de massa coronal. Estruturas com grandes campos magnéticos podem conectar o local de aceleração com a parte mais distante da superfície solar”, explicou a NASA. “Como as partículas carregadas devem permanecer unidas às linhas do campo magnético, a equipe de pesquisa acredita que elas viajaram ao longo do Sol por esse campo conectando ambos os locais”.

 

À medida que as partículas atingiam a superfície, geravam radiação gama através de uma variedade de processos”, continuou a agência. “Um mecanismo proeminente é pensado ocorrer durante a explosão de prótons, resultando em uma partícula chamada píon, que rapidamente se decompõe em raios gama”. Com a ajuda de STEREO, Fermi duplicou o número de eventos semelhantes conhecidos desde o seu lançamento em 2008, detectando mais de 40 explosões solares.

 

As observações de Fermi continuam a ter um impacto significativo na comunidade da física solar”, disse a coautora do estudo Melissa Pesce-Rollins, pesquisadora do Instituto Nacional de Física Nuclear em Pisa, na Itália. “Mas, a adição de observações de STEREO fornece informações extremamente valiosas de como elas se encaixam com o grande quadro da atividade solar”.

[ Daily Mail ] [ Fotos: Reprodução / Daily Mail ]

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