Imagens em infravermelho fornecidas pela NASA revelam Júpiter “em chamas”

de Merelyn Cerqueira 0

Em imagens e mapas de alta resolução fornecidos pela NASA, são mostradas em infravermelho uma visão brilhante da superfície de Júpiter, uma semana antes da missão pretendida pela Agência, chamada Juno, atingir o planeta gigante.

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Os mapas em questão, revelam as temperaturas atuais, composição e presença de nuvens dentro da atmosfera dinâmica de Júpiter, além de mostrarem evidências de gigantes tempestades, vórtices e padrões de ondas que moldam a aparência do planeta.

Os mapas e imagens foram criados a partir de observações feitas com o European Southern Observatory’s Very Large Telescope (VLT), localizado no Chile, usando uma câmera termográfica recém-atualizada, chamada VISIR. E as observações foram feitas entre fevereiro e junho de 2016, antes da chegada da sonda Juno, prevista para julho.

Usamos uma técnica chamada de ‘imagem de sorte’, em que imagens congeladas são cortadas de cada quadro de um filme curto para criar uma imagem impressionante das camadas de nuvens de Júpiter”, disse o cientista espacial Dr. Leigh Fletcher, da Universidade de Leicester, na Inglaterra. “Neste comprimento de onda, as nuvens de Júpiter aparecem na silhueta contra os brilhos internos profundos do planeta”.

Jupiter-em-infravermelho

Também foi usado um espectrógrafo da NASA, chamado TEXES, que está localizado junto ao Infrared Telescope Facility (IRTF), no Havaí, para mapear a aparência mutável do planeta gigante. Fletcher e sua equipe fizeram observações em vários comprimentos de ondas diferentes, otimizando-as para as diferentes caraterísticas e camadas de nuvens da atmosfera do lugar, a fim de criar os primeiros mapas espectrais de Júpiter tirados a partir da Terra.

Estes mapas vão ajudar a definir o cenário que Juno terá de testemunhar nos próximos meses. Nós vimos novos fenômenos meteorológicos que estarão ativos em Júpiter durante todo o ano de 2016”, disse Fletcher.

A missão Juno é liderada em terra pelo pesquisador Dr. Glenn Orton, do Jet Propulsion Laboratory, da NASA, e tem o objetivo de alcançar Júpiter em 4 de julho de 2016, cinco anos após sua decolagem e mais de 2 bilhões de quilômetros já percorridos desde a Terra. Ele entrará na longa órbita polar voando a mais de 4.667 km/h através das nuvens do planeta. Uma vez em órbita, a sonda deslizará apenas a 5.000 km acima das nuvens, próximo o suficiente para fornecer uma cobertura global em uma única imagem.

Assim, em breve, os cientistas conseguirão responder a perguntas como “o que impulsiona as mudanças atmosféricas de Júpiter?”, e ver como o tempo está associado aos processos ocultos que ocorrem nas profundezas do planeta.

[ Daily Mail ] [ Fotos: Reprodução / NASA ]

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