Escocesa de 27 anos morre em razão de doença que fez sua pele necrosar

de Merelyn Cerqueira 0

Claire Bassett, 27 anos, de Fife, na Escócia, sofria de insuficiência renal crônica quando sua pele começou a mudar de cor.

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Os médicos a diagnosticaram com uma condição rara chamada calcifilaxia, que faz com que o cálcio se acumule e bloqueie os vasos sanguíneos, interrompendo o suprimento de sangue para a pele. A doença causou muitas dores à escocesa, que morreu três meses após o diagnóstico, conforme relatado pelo Mail Online.

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Segundo a mãe, Karen, a mulher havia notado uma marca escura em seu estômago, que a princípio acreditou ser um hematoma. Com o tempo ela passou a sentir muitas dores, até que foi levada ao médico que logo afirmou a suspeita de calcifilaxia. “Eles disseram que seus vasos sanguíneos estavam estourando. Poucos dias depois, ela teve uma hemorragia maciça e os médicos disseram que não havia nada que pudessem fazer”, disse.

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A calcifilaxia afeta anualmente cerca de um paciente a cada 600 que estão em diálise – cerca de 1% deles. Leva à falta de fluxo sanguíneo, causando erupções cutâneas, úlceras e dores. Ela faz com que haja a morte das células no tecido da pele.

Comumente afeta braços e pernas, podendo atingir também tronco, costas e seios. Além disso, as taxas de mortalidade são elevadas, chegando a 80% de vítimas – sendo as principais causas infecções secundárias das úlceras e sepse.

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Embora as causas da doença ainda sejam desconhecidas, e por isso não haja tratamentos específicos, acredita-se que o bloqueio dos vasos sanguíneos seja o responsável pela formação de coágulos de sangue (trombose), que levam à formação de necroses isquêmicas e dores.

No caso de Bassett, os médicos até tentaram manter as feridas limpas e chegaram a pedir aconselhamento de especialistas alemães para o tratamento. Assim, foi lhe dada diamorfina para aliviar as dores, contudo, eles afirmaram aos parentes que nada mais poderia ser feito.  Agora, família e amigos começaram a organizar eventos de angariação de fundos para aumentar o conhecimento sobre a doença. Uma página na internet também foi criada para arrecadar fundos para pesquisa.

Fonte: Daily Mail Fotos: Reprodução / Daily Mail

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