Astrônomos impressionam ao descobrir corpo celeste gigantesco e misterioso na borda do Sistema Solar

de Merelyn Cerqueira 0

Uma equipe de pesquisa do Observatório Astronômico Nacional do Japão descobriu uma rocha misteriosa com mais de 2,4 quilômetros de comprimento na borda de nosso Sistema Solar.

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Segundo eles, o misterioso objeto é o primeiro do tipo já avistado e poderia ser uma das peças que faltava no quebra-cabeça da evolução do Sistema Solar primitivo.

Os astrônomos monitoravam um grande número de estrelas quando observaram a sombra de um objeto passar em frente a uma delas. Este foi anunciado como um passo intermediário crucial para saber como pequenas nuvens de poeira e gelo se transformaram nos planetas que temos hoje.

O objeto foi encontrado muito além de Netuno (costumeiramente chamado de objetos transnetunianos) que é o planeta mais externo do Sistema Solar, em uma região conhecida como Cinturão de Kuiper, um disco circunstelar externo, após Netuno, que contém uma coleção de pequenos objetos celestes gelados; sendo o mais famoso deles o planeta anão, Plutão.

Acredita-se que esses corpos gelados sejam remanescentes da formação do Sistema Solar, que foram alterados pela radiação do Sol, colisões e gravidade de outros planetas ao longo do tempo. No entanto, estes preservam as condições primitivas do antigo Sistema Solar, razão pela qual os astrônomos os estudam.

Embora estejam a uma distância muito grande para serem observados diretamente, os pesquisadores japoneses, liderados pelo astrônomo Ko Arimatsu, experimentaram fazê-lo por meio de uma técnica conhecida como “ocultação”.

Essa abordagem envolve monitorar um grande número de estrelas e observar a sombra de um objeto passar em frente a uma delas.

A equipe então colocou dois telescópios de 28 cm na ilha de Miyako, em Okinawa, e supervisionou aproximadamente 2.000 estrelas por um total de 60 horas. Eles descobriram que uma delas parecia se ofuscar quando uma sombra com 2,4 km de comprimento parecia tê-la obscurecido.

Os pesquisadores afirmam que a descoberta indica que há muito mais objetos do tipo dentro do Cinturão de Kuiper.

Isso dá suporte a modelos em que os planetesimais (corpos rochosos e/ou de gelo de 0,1 a 100 km que supostamente se formaram no início do Sistema Solar) crescem lentamente em objetos gigantescos antes de se transformem em planetas.

Esse crescimento desenfreado é um estágio importante na formação de planetas, durante o qual grandes protoplanetas (estágio anterior a formação de um planeta) se formam, enquanto a maior parte da massa inicial permanece em pequenos planetesimais – como o objeto de 2,4 quilômetros de comprimento encontrado.

O que é o Cinturão de Kuiper?

O Cinturão de Kuiper é uma das maiores estruturas do nosso Sistema Solar – outras são a Nuvem de Oort, a Heliosfera e a Magnetosfera de Júpiter.

Seu formato geral é como um disco inflado ou em forma de rosquinha. Enquanto a borda interna começa na órbita de Netuno, a cerca de 30 UA (Unidades Astronômicas) do Sol, a região principal e interna termina em cerca de 50 UA do Sol.

Sobrepondo a borda externa da parte principal do Cinturão de Kuiper, está uma segunda região chamada Disco Disperso, que prossegue adiante até o limite de 1.000 UA, com alguns corpos em órbitas que vão ainda mais além desta distância.

Fonte: Daily Mail Fotos: Reprodução / Daily Mail

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