NASA anuncia descoberta de sistema solar com 7 planetas semelhantes à Terra

de Merelyn Cerqueira 0

Depois de muito mistério, a NASA anunciou há pouco a descoberta de um sistema solar com sete planetas parecidos com a Terra. Encontrado a 39 anos anos-luz de distância, uma distância relativamente curta em termos astronômicos, os mundos rochosos estão dentro de uma zona de Goldilocks (habitável), o que sugere a possibilidade da existência de água e, consequentemente, vida, segundo informações da revista Exame.

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A descoberta estabelece um novo recorde para o maior número de planetas de zonas habitáveis encontrados em torno de uma única estrela fora do nosso Sistema Solar. Todos esses sete planetas poderiam ter água líquida – chave para a vida como conhecemos – sob as condições atmosféricas corretas, mas as chances são maiores entre os três mais próximos da zona habitável”, escreveu a agência em seu perfil no Instagram.

 

Os planetas rochosos estão orbitando uma estrela anã chamada Trappist-1, semelhante ao nosso Sol e de tamanho pouco maior do que Júpiter. Os pesquisadores assumem que, na pior das hipóteses, apenas um planeta tenha as condições climáticas ideais para manter um oceano líquido.

 

Os resultados da descoberta, publicados na revista Nature, sugerem que as chances de vida nestes planetas não são mais uma questão de “se”, e sim de “quando”. Telescópios em Terra, bem como o Hubble, poderão analisar com maiores detalhes as moléculas existentes nas atmosferas desses planetas. Além disso, quando o telescópio James Webb for lançado ao espaço, em 2018, ele também será utilizado para conseguir maiores informações. Para isso, os cientistas o equiparão com uma forma ideal de luz infravermelha que poderá analisar o tipo de brilho que é emitido por Trappist-1.

 

No entanto, somente em 2024 – quando o telescópio da Agência Espacial Europeia (ESA) começar a funcionar – poderemos confirmar de fato a existência de água nestes planetas.  Ainda que a vida não possa ser encontrada nesse sistema solar recém-descoberto, ela poderá se desenvolver ali. O estudo indicou que a estrela anã é relativamente nova e queima hidrogênio a uma velocidade muito lenta. O que significa que poderá viver por mais 10 trilhões de anos. O que é, sem dúvida, tempo suficiente para a vida evoluir”, escreveu Ignas Snellen, do Observatório de Leiden, na Bélgica, em uma pesquisa que acompanhou o estudo

[ CNN ] [ Foto: Reprodução / CNN ]

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