Rússia: fazenda de abate e produção de peles para roupas choca ao revelar as condições em que os animais são tratados

de Merelyn Cerqueira 0

Localizada na antiga região de Leningrado, hoje São Petersburgo, na Rússia, uma fazenda de abate e produção de pele, chamou a atenção de ativistas ao revelar imagens perturbadoras das condições em que os animais são submetidos.

 

Abastecendo o mercado da moda em grandes cidades do mundo, como Londres, Paris e Nova York, a situação da fazenda foi comparada a “campos de concentração”. Além disso, essa prática é apoiada ativamente pelo governo em prol da expansão da indústria.

 

Em uma investigação realizada pelo Daily Mail, jornalistas revelaram que os animais são mortos por envenenamento (feito à base de drogas ilegais e causando muita dor) ou simplesmente são esfolados vivos. As chocantes imagens mostram uma ‘montanha’ de cadáveres de raposas, visons e zibelinas – essas duas últimas espécies, mamíferas do gênero Mustela, são muito utilizadas na produção de peles.

 

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Certamente que há muito lucro envolvido. De acordo com a reportagem, um cobertor de pele de zibelina já chegou a ser vendido por 900 mil dólares. Enquanto isso, ano passado, a grife Fendi vendia seus casacos de pele por uma bagatela de 1,2 milhão de dólares.

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Os restos mortais dos animais cativos foram encontrados próximos a Znamenka, em uma instalação de eliminação de resíduos biológicos por um grupo de ativistas do VITA, um centro de proteção dos direitos dos animais da Rússia. Os ativistas compararam as fazendas com campos de concentração e afirmaram que o ar é “envenenado com fezes”.

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Eu não tenho nenhuma simpatia para com os animais sobre quando eles devem ser mortos. Pelo contrário, sinto uma profunda satisfação. Estou feliz que conseguimos administrar peles de qualidade – e que eu vou vendê-las e fazer dinheiro”, disse Yekaterina Klitsova, dona da fazenda em questão, chocando as pessoas.

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Em uma declaração contundente, a Organização disse que esse tipo de prática pode gerar lucro, mas vem acompanhada de “milhares de gritos, toneladas de sofrimento e desespero e quilômetros de pele limpas por mãos humanas”. De acordo com a ativista Nadin Emililyan, nessas fazendas os animais são condenados a uma completa ausência de atividades, medo constante e nenhuma chance de se esconder, saltando de um lado para o outro dentro de suas gaiolas e mostrando claro desespero. “Não há um único animal de uma fazenda que não fique louco ou deprimido. Quanto tempo você acha que poderia viver dentro de uma caixa? O ar é envenenado, eles respiram fezes”.

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Depois de passar por este ‘inferno’, eles passam por uma morte excruciante. Na maioria dos casos a morte é apressada com a finalidade de preservar a pele e removê-la mais facilmente. Em consequência disso, o animal é esfolado ainda vivo”, disse. A ativista ainda faz um apelo: “Se cada pessoa que vestisse esses casacos de pele pudesse ouvir os gritos de dor e sofrimento dos animais… se elas vissem como alguns deles são deixados deficientes, talvez não fosse necessário que eu precisasse pedir para que deixem de usar peles”.

Esse tipo de prática, contudo, é encorajada pelo governo. Ainda hoje, apesar dos protestos ocidentais, há sinais de que a indústria de peles de zibelina, a qual a Rússia possui um monopólio, está crescendo cada vez mais. Em partes, alimentada pelo comércio ilegal, mas também por um esforço consciente do governo que estimula a expansão desse tipo de atividade, ainda mais durante a atual crise econômica.

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[ Daily Mail ] [ Foto: Reprodução / Daily Mail ]

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