Covid-19: Apesar das novas reinfecções relatadas, entenda por que não há motivos para “desespero”

Epidemiologistas previram que reinfecções pelo novo coronavírus poderiam acontecer muitos meses antes do primeiro caso ser confirmado.

de Redação Jornal Ciência 0

Poucas horas após o primeiro caso confirmado de reinfecção de coronavírus do mundo ter sido identificado por cientistas de Hong Kong na segunda-feira (24), pesquisadores relataram que uma mulher na Bélgica havia contraído o vírus pela segunda vez.

O mesmo aconteceu na Holanda, onde uma idosa foi diagnosticada, pela terceira vez, com a Covid-19. No Brasil, o primeiro caso apontado é o de uma técnica de enfermagem de Ribeirão Preto, ainda sem confirmação. Mas, existem 7 casos suspeitos de reinfecção no Hospital das Clínicas, em SP, entre eles uma médica do ABC.

Para chegar ao primeiro resultado oficial, os especialistas usaram testes genéticos, nos quais compararam versões do vírus presentes na primeira e na segunda infecções, para confirmar se os casos reincidentes eram distintos, e não apenas efeitos prolongados das primeiras infecções nas pessoas.

Mas, apesar de algumas reinfecções começarem a surgir entre mais de 23 milhões de casos documentados de coronavírus em todo o mundo, isso não significa que uma infecção inicial seja sinônimo de falta de proteção contra doenças futuras, por exemplo.

“Não quero que as pessoas tenham medo”, disse Maria van Kerkhove, líder técnica da Organização Mundial da Saúde (OMS) para o Covid-19, em declaração na última segunda-feira, quando questionada sobre o caso de reinfecção em Hong Kong.

Precisamos garantir que as pessoas entendam que, quando estão infectadas, mesmo quando os sintomas são leves, elas desenvolvem uma resposta imunológica”, acrescentou.

Por que os casos de reinfecção não são motivo para pânico?

Muitos epidemiologistas previram que reinfecções por coronavírus poderiam ser possíveis. “Você pode ser infectado repetidamente quando sua imunidade diminui”, disse Florian Krammer, especialista em vírus da Icahn School of Medicine, em Nova York, em entrevista ao Business Insider, quando questionado sobre a imunidade ao coronavírus.

Esses três casos (Hong Kong, Holanda e Bélgica) não são motivo para pânico. Em vez disso, eles mostram como infecções anteriores podem fornecer às pessoas algum tipo de proteção contra novas “ondas” da doença.

Na verdade, Krammer previu (assim como esses casos de reinfecção sugerem) que a segunda contaminação de um paciente por Covid-19, geralmente, seria menos grave que a primeira. “É muito provável que, se você foi reinfectado após algum tempo, os sintomas sejam mais fracos”, disse.

Isso também pode valer para as vacinas contra o coronavírus, uma vez que estejam prontas: mesmo que não protejam as pessoas da infecção em 100%, elas podem ajudar o sistema imunológico a combater melhor essa doença, caso a pessoa contraia o vírus, desenvolvendo Covid-19 de forma mais leve ou não desenvolvendo sintomas.

Fonte: Science Alert Fotos: Reprodução / Pixabay / Unsplash

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