“A mais preocupante que já vimos”, dizem médicos sobre nova variante que se espalha na África do Sul

A cepa B.1.1.529 “poderia ser mais transmissível e as vacinas atuais que temos poderiam ser menos eficazes”, disse o secretário de saúde do Reino Unido, Sajid Javid.

de Redação Jornal Ciência 0

Uma nova variante do coronavírus que se espalha na África do Sul levanta preocupações entre a comunidade internacional devido ao seu alto número de mutações — cerca de 30 — e sua rápida disseminação, relatou o jornal The Guardian.

A cepa identificada como B.1.1.529 é “a mais preocupante que já vimos”, disse Susan Hopkins, consultora médica chefe da Health Security Agency, do Reino Unido, devido à alta taxa de transmissão na cidade de Gauteng, próximo de Pretória, capital da África do Sul.

A nova cepa foi identificada primeiro em Botsuana, mas em seguida foi encontrada na África do Sul e em Hong Kong.

“O que vimos na África do Sul é que eles estavam em um ponto muito baixo, com um número muito baixo de casos diários, e em menos de duas semanas eles dobraram seu quadro epidemiológico”, disse Hopkins.

Da mesma forma, os especialistas expressaram preocupação sobre as múltiplas mutações em B.1.1.529, que “pode ​​ser o dobro do que vimos na variante Delta”, de acordo com o Secretário de Saúde do Reino Unido, Sajid Javid.

“Isso sugeriria que poderia ser mais transmissível e que as vacinas atuais que temos poderiam ser menos eficazes”, explicou.

Além disso, Botsuana, Israel, Bélgica e Hong Kong já registraram pessoas infectadas com a nova cepa. No total, são 61 casos confirmados nesta sexta-feira (26/11).

Ao menos 14 nações, entre elas Israel, Alemanha, República Tcheca e países do Reino Unido, anunciaram que proíbem seus cidadãos de viajar para o sul da África, bem como a entrada de estrangeiros daquela região.

A OMS é contra as restrições de voos: “Até o momento, a implementação de medidas restritivas a viagens não é recomendada. A OMS recomenda que os países continuem a aplicar uma abordagem científica e baseada no risco ao implementar medidas de viagem”, disse o porta-voz da OMS, Christian Lindmeier, em comunicação à imprensa.

A ciência ainda estuda os possíveis impactos da nova variante que possui o que é chamado de “constelação muito incomum” de mutações.

Isso significa que ela poderia escapar de uma resposta imunológica do nosso corpo, tornando-se facilmente transmissível, é o que afirmam os especialistas sul-africanos.

Fonte(s): RT Imagens: Reprodução / Pixabay

 

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