Ômicron poderia ser o início do fim da pandemia do coronavírus, dizem especialistas

Os especialistas estimam que a variante Ômicron pode ser “um fogo que queima rapidamente”, mas se apaga por conta própria

de Redação Jornal Ciência 0

Com o surgimento de novas variantes, a pandemia do coronavírus parece estar se tornando uma parte inseparável de nossa existência que já mudou nosso modo de vida para sempre.

Jornal Ciência no seu WhatsApp

Clique aqui (61) 98302-6534, mande “olá” e salve nosso número nos seus contatos. Você receberá notícias do Jornal Ciência diretamente no seu celular.

No entanto, vários especialistas apontam que o rápido aumento de infecções atribuídas à cepa Ômicron, que está se espalhando a velocidades sem precedentes em todo o mundo, pode ser relativamente breve e até mesmo aliviar a pandemia.

A variante Ômicron (B.1.1.529), detectada pela primeira vez no continente africano em novembro de 2021, é caracterizada por um elevado número de mutações com uma transmissibilidade que excede a da variante Delta e tem uma maior capacidade de evitar a proteção das vacinas existentes. No entanto, os primeiros dados sugerem uma gravidade menor da doença em pacientes infectados com a cepa Ômicron.

“Um tsunami de casos” de Covid-19                     

Semana passada, o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, expressou sua preocupação de que a variante Ômicron do coronavírus, que circula em paralelo com a cepa Delta, possa levar a um “tsunami de casos”.

“Atualmente, Delta e Ômicron são a dupla ameaça que eleva os casos a números recordes, o que por sua vez leva a picos de internações e óbitos”, alertou. “Isso continua e vai colocar uma enorme pressão sobre os trabalhadores médicos exaustos e os sistemas de saúde à beira do colapso e mais uma vez afetará vidas e meios de subsistência”, disse o chefe da OMS.

As previsões de contágio divulgadas pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC), em 27 de dezembro, mostram um quadro semelhante, com um aumento drástico de mais de 15.000 possíveis hospitalizações em meados de janeiro.

“Um fogo rápido”

No entanto, alguns especialistas estimam que a rápida disseminação da cepa Ômicron do coronavírus pode ser a chave para a transição para o nível endêmico de Covid-19 com um número estável de infecções, visto que muitos casos resultariam em um aumento de pessoas com imunidade natural.

“Minha esperança é que tenhamos um pico drástico com o Ômicron, que caia para um nível muito baixo e permaneça lá e que não tenhamos mais outras variantes realmente problemáticas”, disse o epidemiologista chefe dos EUA, Anthony Fauci, em declarações ao The Washington Post.

“Às vezes, o fogo rápido pode explodir muito rapidamente, mas se extinguir por conta própria”, disse David Ho, virologista da Universidade de Columbia, citado pela CNBC.

Por sua vez, William Hanage, epidemiologista da Escola de Saúde Pública T.H. Chan, de Harvard, escreveu em um e-mail para o The Washington Post que o Ômicron “não será fácil, mas será rápido. No início da primavera, muitas pessoas já terão passado pelo Covid-19”, disse ele.

Dados sobre novas infecções na África do Sul parecem apoiar a teoria. De acordo com as autoridades, na semana que terminou em 25 de dezembro de 2021 houve uma queda nas infecções de 29,7% em relação à semana anterior.

“Todos os indicadores sugerem que o país poderia ter ultrapassado o pico da quarta onda em nível nacional”, diz o comunicado do Gabinete Especial Sul-africano publicado em 30 de dezembro.

No entanto, David Ho admite que no momento se trata de uma teoria “especulativa” baseada em como a maioria dos vírus agem, uma vez que ainda faltam dados sobre a nova variante, embora a possibilidade ainda seja debatida por especialistas.

Fonte(s): RT Imagens: Reprodução / Pixabay

Jornal Ciência

no seu WhatsApp

Clique aqui (61) 98302-6534, mande “olá” e salve nosso número nos seus contatos. Você receberá notícias do Jornal Ciência diretamente no seu celular.

Obs: É necessário salvar nosso número e enviar “olá” para validar o cadastro. São milhares de leitores. Aproveite. É grátis!

Jornal Ciência