OMS afirma que “tsunami” de casos de Ômicron deixará hospitais “à beira do colapso”

Tedros Adhanom fala em uma “tsunami” de infecções que pode colapsar sistemas de saúde

de Redação Jornal Ciência 0

O chefe da Organização Mundial da Saúde (OMS) disse que um verdadeiro “tsunami” de casos de COVID-19 impulsionado pela variante Ômicron pressionará os sistemas hospitalares, deixando-os “à beira do colapso”.

“Estou muito preocupado que a Ômicron, sendo mais transmissível, circulando ao mesmo tempo que a Delta, esteja levando a um tsunami de casos”, disse o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom, na última terça-feira (28/12).

“Isso é e continuará a colocar uma pressão imensa sobre os trabalhadores de saúde exaustos e os sistemas de saúde à beira do colapso”, ressaltou em declaração à imprensa.  

O boletim semanal epidemiológico da OMS ressalta que a Ômicron é altamente contagiosa e representa “risco muito elevado”. Segundo balanço da agência de notícias AFP com base em dados oficiais, mais de 935.000 casos foram relatados diariamente na última semana.

“O risco global relacionado com a nova variante Ômicron permanece muito elevado”, alertou a OMS em seu relatório epidemiológico semanal, afirmando ainda que o número de novos casos está dobrando a cada dois ou três dias.  

O aviso da organização ocorre no momento que os EUA estão no meio de uma onda de novas infecções por COVID-19. Na segunda-feira (27/12), o país relatou mais de 440.000 novas infecções em um dia, quebrando o recorde estabelecido em janeiro.

O Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), dos EUA, estima que a variante Ômicron representa 60% de todos os casos de infecção por COVID-19 nos país na semana passada, o que deixa as autoridades em alerta.

Os casos de novas infecções também são alarmantes na França, Reino Unido, Espanha, Panamá, Colômbia, Chile, Argentina, Brasil, Paraguai, Venezuela, México, Cuba e Equador. 

Fonte(s): Business Insider / Folha Imagens: Reprodução / Flickr

 

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