Ômicron se espalha mais rápido em totalmente vacinados, e ainda mais rápido em quem tomou reforço, concluiu polêmico estudo da Dinamarca

Esta é uma fortíssima evidência de que a variante escapa do sistema imunológico de pessoas vacinadas. Mas, apesar disso, os não vacinados são os grandes responsáveis por dispersar o vírus entre as pessoas

de Redação Jornal Ciência 0

Um estudo dinamarquês com quase 12.000 famílias descobriu que a Ômicron se espalha mais rápido do que o Delta em pessoas totalmente vacinadas, e ainda mais rápido naquelas que receberam doses de reforço. Esta é uma forte evidência de que a variante escapa do sistema imunológico de pessoas vacinadas.

De acordo com o estudo conduzido por pesquisadores da University of Copenhagen, Statistics Denmark e Statens Serum Institut, a variante Ômicron escapa da imunidade em pessoas vacinadas em uma taxa muito mais rápida do que a variante Delta.

“Ao comparar infectados com a variante Ômicron com aqueles infectados com a variante Delta, encontramos uma taxa de ataque secundário de 1,17 vezes maior em pessoas não vacinadas, 2,61 vezes maior em pessoas totalmente vacinadas e 3,66 vezes maior em pessoas que receberam um reforço de vacina, o que demonstra claramente que a variante Ômicron escapa do sistema imunológico das pessoas vacinadas”, indica o estudo.

No entanto, o estudo também descobriu que as pessoas não vacinadas espalham o vírus mais facilmente do que aquelas que foram totalmente vacinadas.

Isso significa que quem tomou as duas doses e a dose de reforço, mesmo estando mais propensas a serem infectadas, transmitem menos o vírus para outras pessoas, o que coloca novamente negacionistas como os grandes dispersores de vírus na população por recusarem a vacina.

A Ômicron se espalhou por 90 países ao redor do mundo e se tornou a variante dominante nos Estados Unidos e, mais recentemente, no mundo.

No entanto, esta cepa causa sintomas mais leves do que variantes anteriores, como Delta. Isso resulta em menos hospitalizações.

“A variante Ômicron é 3 a 6 vezes mais contagiosa do que as variantes anteriores, com um curto tempo de duplicação, especialmente as estimativas iniciais de países com alta cobertura vacinal que indicam tempos de duplicação de 1,8 dias (Reino Unido), 1,6 dias (Dinamarca), 2,4 dias (Escócia) e 2,0 dias (Estados Unidos)”, de acordo com o estudo.

Os pesquisadores também sugeriram no estudo que cada um pense em outros métodos para combater a infecção. “Nossos dados indicam que as intervenções não farmacológicas que foram usadas para controlar as variantes anteriores também são provavelmente eficazes contra a variante do Ômicron”, ressaltaram, o que significa que devemos continuar lavando bem as mãos, evitar aglomerações, usar álcool gel e máscara.

78% cento dos cidadãos dinamarqueses estão totalmente vacinados com duas doses, enquanto quase metade recebeu uma injeção de reforço. Mais de 80% receberam a vacina da Pfizer.

A eficácia das vacinas é reduzida para cerca de 40% para os sintomas e 80% para as formas graves da doença com a variante Ômicron.

Mas, quem toma a dose de reforço tem melhores perspectivas: 86% de redução nos sintomas e 98% de eficácia contra as formas graves da doença — o que reforça que, independentemente de existir mais infecções em pessoas vacinadas, elas possuem maiores chances de não desenvolver sintomas ou não evoluírem para casos graves.

A eficácia da vacinação com a Pfizer-Biotech para prevenir a infecção contra a variante Ômicron é de apenas 35%, de acordo com o estudo. “Parece que a variante Ômicron tem a peculiaridade de combinar alta transmissibilidade e aumento da capacidade de escape imunológico”.

“Portanto, acreditamos que vacinas adequadas ou melhores podem ser necessárias para barrar a disseminação da variante Ômicron”, concluíram.

A equipe dinamarquesa esclareceu que mais estudos serão necessários para entender a Ômicron. “Nossos resultados confirmam que as vacinas de reforço podem reduzir a transmissão da variante Ômicron, embora a vacinação como uma estratégia de controle de epidemia seja cada vez mais questionada à medida que a variante Ômicron escapa do sistema imunológico das pessoas vacinadas”.

Embora a Ômicron seja muito mais transmissível que as cepas anteriores, é importante lembrar que ela causa doenças menos graves, de acordo com afirmação de Tyra Grove Krause, diretor da Statens Serum Institut em declaração à imprensa.

Os pesquisadores ainda concluíram que a culpa pela rápida disseminação do vírus no mundo é das pessoas que recusam a vacina.

Lembrando que o estudo mostra que os vacinados contraem mais facilmente o vírus, mas não transmitem da mesma forma, o que mostra claramente o papel do negacionismo da vacina nesta pandemia. A versão preliminar do estudo ainda aguarda para ser revisada por pares.

Fonte(s): Epoch Times / Reuters Imagens: Reprodução / Pixabay

 

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