6 Atitudes para alcançar a felicidade, de acordo com a Ciência

de Merelyn Cerqueira 0

Se diariamente você vasculha a internet a procura de motivos que possam melhorar o seu humor, saiba que você não está sozinho.

Todos os dias, grande parte dos usuários vasculha a rede à procura de algo que possa impulsionar e melhorar o dia, seja na parte da manhã, antes de começar as atividades, ou no final do dia, quando desejam apenas relaxar. No entanto, se você está à procura de algo mais desafiador, a Live Science sugeriu alguns conceitos relacionados à felicidade, que podem ajudar a melhorar sua qualidade de vida.

1 – Boas ações

De acordo com um estudo publicado em 2008 pela revista Science, ser feliz custa apenas 5 dólares (cerca de R$ 16) – gastos com outra pessoa. Atos desinteressados também podem ajudar, especialmente na manutenção de um casamento, já que a experiência pode ser agradável para o casal. Após realizar boas ações, as pessoas se sentem mais felizes e percebem um novo propósito na vida. No entanto, o efeito não é o mesmo se você estiver esperando algo em troca.

2 – Reflexão e adaptação

Nossa espécie é mais resistente do que imaginamos, e como somos capazes de nos adaptar a muitas situações adversas, também podemos passar por momentos difíceis. Um estudo publicado em Journal of Experimental Psychology, seguiu as mudanças de humor de pacientes que passavam por diálise. Foi verificado que, apesar de terem o sangue filtrado três vezes por semana, durante um período de três meses, eles apresentaram bom humor na maioria do tempo.

Os doentes e deficientes que se adaptaram à nova condição mostram uma resiliência de espírito muito maior do que as observadas em pessoas saudáveis, de acordo com os pesquisadores. O estudo não sugere que uma grande catástrofe pode mudar para melhor a vida de uma pessoa, ou que não haverá momentos de frustração. No entanto, como um dos pacientes disse: “de que adianta ficar reclamando? ”.

3 – Exercícios

Ficar parado não é bom. Para pessoas que sofrem de depressão, exercícios físicos regulares, medicamentos e terapia podem ajudar a enfraquecer pensamentos ruins e desejo de solidão. As atividades físicas ainda podem melhorar parcialmente o estado mental de um paciente, porque afeta os níveis de dois componentes químicos do corpo: cortisol e endorfina.

Quando sob estresse, as glândulas suprarrenais produzem o cortisol, que por sua vez aumenta a pressão arterial e glicose, enfraquecendo a resposta imunológica, levando à inflamação e danos em órgãos. Por outro lado, ao se exercitar a produção cortisol é reduzida. Ciclismo, corrida ou exercícios aeróbicos em aparelhos ajudam na liberação de endorfina – os chamados analgésicos naturais do corpo – na corrente sanguínea. Assim, o corpo pode se anteceder aos efeitos colaterais negativos de outros medicamentos, enquanto você ainda se sente mais relaxado.

4 – Ser feliz com o que tem

De acordo com um estudo realizado em abril de 2008, pesquisadores sugeriram que um do segredo para alcançar a felicidade é ser feliz com as coisas que você já possui. Por meio de questionários de satisfação geral sobre a vida e bens materiais, foi constatado que os indivíduos que gostavam daquilo que já possuíam eram mais felizes do que os queriam mais do que tinham. Os mais satisfeitos também se mostraram mais felizes do que os que tinham menos itens em suas listas de “desejo ter”.

5 – Ser feliz mais cedo

Um estudo realizado em 2008 com 2 milhões de pessoas de 80 países descobriu que a depressão é mais comum entre pessoas na faixa dos 40 anos. No entanto, conforme a idade chega, os seres humanos são mais propensos a filtrarem coisas negativas e se concentrarem naquilo que gostam. Ao pedir que pessoas entre os 60 e 98 anos de idade analisassem sua própria velhice, os pesquisadores tiveram como resposta uma média de 8,4 em uma escala de 0 a 10. Logo, eles descobriam que a felicidade demora um pouco para aparecer de verdade.

6 – Genética

Você simplesmente não pode escolher sua genética. No entanto, os genes parecem vencer os fatores emocionais para a felicidade, de acordo com especialistas. Em um estudo publicado pela Psychological Science, pesquisadores descobriram que diferenças no DNA podem ajudar a explicar o porquê de algumas pessoas serem mais emocionalmente e socialmente estáveis e fisicamente ativas do que outras.

Pesquisadores canadenses também foram capazes de suprimir a Depressão genética em ratos, mostrando que a felicidade humana, um dia, poderá ser ampliada por manipulação genética. Os ratos criados para evitar o gene TREK-1 agiram como se tivessem estado sob o efeito de antidepressivos por um período de três semanas.

[ Hypescience ] [ Fotos: Reprodução / Hypescience ]

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