Após acordar do coma, mãe leva três meses para abraçar bebê pela primeira vez por não acreditar que era seu filho

de Merelyn Cerqueira 0

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Danielle Johnson, de 24 anos, entrou em trabalho de parto cinco semanas mais cedo do que deveria, em razão de uma pneumonia. Os médicos foram obrigados a colocá-la em um coma induzido, a fim de a manter viva, de acordo com informações do jornal Daily Mail.

 

No entanto, quando a jovem acordou, estava convencida de que seu filho teria morrido tragicamente e que a criança que lhe entregaram não era sua. Ela chegou até mesmo a atacar o irmão, por acreditar que ele estaria envolvido em um complô para enganá-la. Mas, apesar de relutar por três meses, ela finalmente conseguiu abraçar a criança e criar uma forte conexão.

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Enquanto em coma, os médicos precisaram realizar uma cesariana para permitir que o bebê, nomeado como Lucas, nascesse saudável. Mas, quando tentaram acordá-la, não obtiveram resposta. Johnson só despertou de seu coma três meses após o nascimento do filho. Em entrevista ao Daily Mail, ela revelou ter acreditado viver um verdadeiro pesadelo. “Pensei que todas as enfermeiras estavam tentando me matar e que Lucas estivesse morto”, disse. “Fiquei muito confusa no começo. Não podia falar corretamente ou fazer nada quando as pessoas falavam comigo. Apenas olhava para elas”.

 

Eu só continuava dizendo para meu irmão: ‘você precisa me tirar daqui’ e pedia sempre para que me apresentasse provas de que meu bebê estava vivo”, continuou. Quando viu o bebê, disse ter ficado chateada porque não conseguia entender. “Eu percebi que ele tinha três semanas de idade e que ainda não tinha criado nenhum vínculo com ele”, contou. “Foi traumatizante”. No começo parecia que era o bebê de outra pessoa”, acrescentou. “Eu tinha uma ligação com ele, mas não era como o vínculo instantâneo que tive com minha filha mais velha”.

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A gravidez de Danielle correu normalmente até a 35ª semana, quando começou a sentir que estava ficando resfriada. Ao procurar um médico, este lhe disse que estava sofrendo com uma infecção, e prescreveu alguns antibióticos. Mas, em dezembro de 2015, começou a sentir dores no peito e dificuldade de respirar, e foi quando os médicos lhe diagnosticaram com pneumonia.

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Após o nascimento de Lucas, quando o os médicos lhe tirariam do coma induzido, descobriram que a infecção havia causado o endurecimento dos fluídos de seus pulmões. Então, solicitaram o envio de medicamentos do Canadá para tentar acordá-la, mas avisaram para a família que não existia um “plano B” caso este não funcionasse. Felizmente, após algumas horas depois de receber a medicação, e 20 dias depois de ter entrado em coma, Danielle acordou.

 

Três semanas após dar a luz, e dois dias depois de descobrir que o filho estava vivo, começou a aceitar a ideia de Lucas realmente lhe pertencia, embora somente três meses depois conseguisse abraçá-lo pela primeira vez. Fiquei muito emocionada”, revelou. “Lembro-me de pensar ‘graças a Deus por isso’, ele está bem, tudo está bem”. Recentemente, Lucas celebrou seu primeiro aniversário, mesmo que marcado por lembranças de uma experiência que traumatizou toda a família – especialmente a mãe, que entra em pânico todas as vezes que se sente próxima de ficar resfriada.

[ Daily Mail ] [ Fotos: Reprodução / Daily Mail ]