Minas Gerais: bebê tem cabeça arrancada durante o parto e mãe acusa médicos; polícia investiga o caso

de Merelyn Cerqueira 0

Em um caso que ocorreu no dia 30 de outubro em Araguari, no Triângulo Mineiro, uma mãe, Tânia Borges Vieira Silva, de 42 anos, acusou uma equipe de médicos da Santa Casa de Misericórdia da cidade de provocar a morte de seu bebê por decapitação.

Segundo ela, a cabeça da criança foi arrancada durante um parto normal, embora uma cesariana tivesse sido recomendada.

O hospital, por outro lado, alegou à Polícia Civil, que está investigando o caso, que o bebê já não tinha sinais vitais no momento em que a mãe deu entrada na unidade. As informações são do jornal Estado de Minas.

Em entrevista à TV Vitoriosa, uma filiada do SBT, Tânia contou que todo o processo de pré-natal foi feito na Policlínica de Tupaciguara, a 60 quilômetros de Araguari. No entanto, no dia do parto foi encaminhada ao hospital em questão, uma vez que a unidade não tinha condições para realizá-lo.

Um médico em Tupaciguara já havia aconselhado a mãe de que o bebê era muito grande para nascer por meio de um parto normal, portanto, a cesárea era mais recomendada. “Fui, os médicos disseram que não era tempo, vim embora para casa”, contou.

“No dia 25 passei mal outra vez, fui para Araguari de novo e fizeram a mesma coisa”. Tânia então voltou ao hospital no dia 30, quando passou mal novamente.

“Estava dando contração uma em cima da outra”, disse. “Desci para a Policlínica e me mandaram para lá de novo”.

No entanto, embora tivesse afirmado a enfermeira que não era possível um parto normal, seu pedido não teria sido ouvido. Tânia alegou que durante o parto, a criança ficou presa na região da bacia. Então, ao ser puxada pelos pés, sua cabeça foi arrancada.

“Fizeram a cesariana para retirar a cabeça da minha menina, perdi muito sangue, fui parar na UTI. Fiquei dois dias na UTI”, revelou. “No terceiro dia, eu desci para o quarto, o médico foi lá me ver. ‘Tá tudo bem com você?’ Só isso que ele perguntou”, disse.

No momento, o caso ainda está sendo investigado pela Delegacia de Proteção ao Idoso, Mulher e Criança, de Araguari. Por meio de uma nota enviada ao Estado de Minas, a Santa Casa de Misericórdia da cidade disse que a internação de Tânia foi aceita às 11h03 do dia 30, mas que esta só teria dado entrada na unidade mais de duas horas depois, quando o bebê já estava morto.

SANTA CASA DE MISERICÓRDIA DE ARAGUARI declara que no dia dos fatos, 30/10/2017, a Sra. Tania Borges Vieira Silva teve sua internação aceita por este hospital, através do sistema SUS Fácil, às 11:03 e deu entrada no hospital somente às 13:23. O transporte foi de responsabilidade exclusiva do município de origem. A gestante chegou em trabalho de parto com exteriorização dos pés e do cordão umbilical e, já na chegada, foi detectado ausência de sinais vitais, o que comprova que o feto chegou em óbito à nossa admissão. O parto vaginal evoluiu com cabeça derradeira, complicação esta prevista em apresentações pélvicas, sendo necessário procedimento cirúrgico para sua resolução. O episódio é uma fatalidade e a Santa Casa e sua equipe técnica lamentam não ter tido acesso à paciente num momento mais precoce o que poderia ter contribuído para um desfecho mais favorável.

A Direção Geral, Clínica e Obstétrica do Hospital Santa Casa de Misericórdia de Araguari.”

Fonte: EM Minas Gerais / Mae.Tips Foto: Reprodução / Mae.Tips

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