TOP 7 alimentos futuristas que poderemos comer em cerca de 30 anos

de Merelyn Cerqueira 0

Considerando que há muito tempo exploramos a capacidade da Terra de produzir alimento, em algum ponto esses recursos se esgotarão. Pensando nisso, a Ciência está trabalhando na criação de opções alternativas convenientes, baratas e mais sustentáveis.

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A indústria da carne desempenha um papel enorme na questão das mudanças climáticas – em 2014, cerca de 10% das emissões de gases do efeito estufa dos EUA, por exemplo, vieram do setor agrícola, de acordo com a Environmental Protection Agency. Enquanto isso, a população mundial segue crescendo rapidamente, o que levantou muita preocupação sobre o fato de como nosso planeta irá alimentar cerca de 9 bilhões de pessoas em 2050.

Dito isso, e conforme um artigo publicado originalmente pela Gizmodo, abaixo você confere sete das soluções que estão sendo consideradas pelos cientistas para ajudar a compor nossas refeições no futuro.

1 – Insetos

Enquanto que para alguns países da Ásia não será exatamente um problema, muitos de nós poderemos encontrar dificuldades em comer grilos, gafanhotos e minhocas. Embora asquerosos, eles podem ser altamente nutritivos. Estima-se que 100 gramas de grilos têm cerca de 13, enquanto que a mesma porção de gafanhotos possui 21 gramas.

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Um estudo publicado em 2016 mostrou que grilos alimentados com dietas de baixa qualidade não cresceram tão bem quanto os que recebiam dietas melhores semelhantes às fornecidas por fazendeiros ao gado. As moscas, por outro lado, não sofreram com o problema, e até produziram proteína de forma ainda mais eficiente.

De acordo com um relatório do jornal The New York Times, quando preparados de forma adequada, os insetos podem ser muitos saborosos. No entanto, ainda serão necessárias uma aceitação mais ampla e a superação de alguns tabus para que esse tipo de alimento seja incluído com eficácia em todas as culturas.

2 – Carne de laboratório

Cientistas de empresas como a Memphis Meat e Mosa Meat já estão trabalhando em uma alternativa ao problema do gado. No momento, eles padronizaram células-tronco de tecidos animais para transformá-las em uma forma de carne sintética. Um estudo publicado em 2011 pela Environmental Science and Technology descobriu que a carne cultivada em laboratório envolveria a utilização de 7-45% menos de energia, 78-96% menos de emissão de gases de efeito estufa e 99% menos de uso de solo.

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Ainda, é provável que entre 10 e 20 anos vejamos a produção e venda em massa de carne sintética, embora as primeiras versões experimentadas tenham sido classificadas como “comestíveis, mas não deliciosas”.

3 – Peixes “cultivados”

A pesca excessiva é uma grande preocupação, mas um estudo recente descobriu que práticas sustentáveis, como limite de captura, poderiam aumentar os estoques de peixes até 2050. Logo, se melhores práticas de pesca comercial forem implantadas, combinadas com avanços na aquicultura e piscicultura, nosso prato estaria a salvo.

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Pela primeira vez na história humana, a maioria de nossos alimentos aquáticos vem da agricultura ao invés da pesca”, disse Malcolm Beveridge, ex-diretor de Aquacultura e Genética da WorldFish, em entrevista à Quartz. Isso porque, em 2011, a agricultura atingiu um marco histórico quando o mundo cultivou mais peixe do que carne bovina pela primeira vez.

4 – Frutos do mar sintéticos

Se estamos cultivando carne bovina em laboratório, por que não fazer o mesmo com peixes? Pesquisadores da NASA criaram filés completos de peixes, mergulhando o músculo de uma espécie de peixe dourado em soro bovino fetal – mesmo processo utilizado pelos fabricantes da carne sintética. Ainda, uma empresa chamada New Wave Foods está considerando formas de criar camarões artificiais por meio de algas vermelhas.

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No entanto, há quem considere que essas ideias não ajudarão a resolver nossos problemas de recursos naturais, e que serão comercializadas mais como bens de luxo.

5 – Algas

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As microalgas, assim como outras plantas, utilizam o dióxido de carbono presente na atmosfera. Em um estudo publicado em 2013 pela revista Algal Research, pesquisadores descobriram que essas formas de vida produzem uma série de proteínas, gorduras e carboidratos. Ainda, em um estudo mais recente, pesquisadores mostraram que algumas espécies de algas continham grandes quantidades de ácidos graxos, como o ômega 3, que poderiam promover uma boa saúde cardíaca.

6 – Alimentos geneticamente modificados (GMO)

A modificação genética dos alimentos não é nenhuma novidade no mercado: milho, canola, beterraba, batata e outros vegetais são cultivados por meio do processo, uma vez que ele garante a resistência a herbicidas, pesticidas, insetos ou ervas daninhas que prejudicam colheitas.

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No entanto, por meio da inovadora ferramenta de edição genética CRISPR, cientistas agora podem alterar os genomas das plantas com maior precisão. Desta forma, eles conseguiram produzir maçãs que não escurecem, batatas perfeitas e porcos resistentes a vírus. Os alimentos GMO, no entanto, ainda levantam muitas discussões, uma vez que são tidos como controversos por algumas pessoas, embora sejam considerados bastante seguros.

7 – Alimentos impressos em 3D

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Se impressos em 3D, os alimentos poderiameconomizar tempo de cozimento e oferecer uma opção saborosa e de fácil preparo, especialmente para pessoas idosas que sofrem de dificuldades para engolir. A NASA chegou a investir na produção de alimentos em 3D em gravidade zero, para que astronautas pudessem “cozinhar” durante as missões. Mas, e mais importante que isso: o método resolveria o problema dos alimentos desperdiçados por não crescerem em um formato vendável.

[ Gizmodo ] [ Fotos: Reprodução / Gizmodo / Etsy Blog / Pashminu / 3dprinting / Wikipédia ] 

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