NASA sobrevoa o mais distante objeto do Sistema Solar já encontrado. Veja imagens!

de Osmairo Valverde 0

Logo após a virada do ano, enquanto foliões assistiam aos fogos em todo o mundo no céu noturno, a NASA trabalhava para trazer um novo avanço científico na astronomia

A famosa sonda não tripulada New Horizons da agência norte-americana enviada ao espaço para estudar o planeta anão Plutão e também o Cinturão de Kuiper, conseguiu fazer sua primeira aproximação com o objeto mais distante já observado por nós através de uma espaçonave.

O objeto, apelidado de Ultima Thule, foi visualizado pela primeira vez a longa distância pelo telescópio Hubble em 2014, mas só agora os astrônomos conseguiram um olhar mais detalhado da misteriosa “massa rochosa distante”.

A New Horizons fez um sobrevoo na Ultima Thules e agora sabemos que o objeto giratório tem forma de “pino de boliche” e possui dimensões de 32 por 16 quilômetros. Abaixo, pronunciamento oficial da NASA via Twitter:

Ultima Thules está localizado a 6 bilhões de km da Terra em uma região ainda pouco conhecida pela Ciência chamada Cinturão de Kuiper.

Este cinturão é um vasto espaço repleto de objetos transnetunianos antigos que também orbitam o Sol (a palavra transnetuniano significa que os objetos ficam após a órbita do último planeta do Sistema Solar, Netuno). Neste local estima-se que existam milhões de rochas geladas.

A mais famosa rocha do Cinturão de Kuiper é Ultima Thules e as imagens representam uma grande conquista na missão estendida da sonda enviada pela NASA – algo muito notável se você considerar que Ultima Thules não tinha sido descoberta até 2006 quando a sonda New Horizons foi lançada.

Gif mostrando a verdadeira aparência de Ultima Thules em movimento “simbiótico”, o que pode indicar que ela seja formada por duas unidades mutuamente interligadas por forças de atração gravitacional.

Após quase uma década de avanços científicos, a sonda nos ajudou a entender mais sobre o Cinturão de Kuiper e quais os perigos que ele pode representar para a vida na Terra – pela imensa quantidade de asteroides na região com possível potencial de nos atingir.

“A New Horizons se comportou como o planejado, conduzindo a maior exploração de qualquer objeto na história, estando a 6,4 bilhões de km do Sol”, disse Alan Stern do Southwest Research Institute em comunicado à imprensa.

“Os dados que temos são fantásticos e já estamos aprendendo muito sobre Ultima Thules. A partir de agora, os dados ficarão cada vez melhores”, salientou Alan.

A NASA não descarta a possibilidade de que a forma de boliche do objeto possa ser também dois objetos que orbitam um ao outro de forma extremamente próxima, dando a entender ser uma única massa rochosa, quando na verdade pode ser duas permanecendo em giros constantes.

Nos próximos meses novos dados serão divulgados quando os estudos das imagens e as análises astronômicas sobre Ultima Thules forem sendo publicados e divulgados à imprensa.

A foto de capa é uma concepção artística gráfica dos especialistas da NASA exemplificando qual seria, de fato, a real aparência de Ultima Thules quando a NASA puder obter imagens mais aproximadas e detalhadas do objeto cósmico. 

Fonte: Science Alert Fotos: Divulgação / NASA

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