Cientistas descobrem que drogas recreativas são capazes de envelhecer o coração em ritmo alarmante

de Merelyn Cerqueira 0

Em um estudo, publicado na revista Heart Asia, cientistas analisaram o fluxo sanguíneo de mais de 700 usuários de drogas recreativas e descobriram que os mais jovens possuem corações de idosos, de acordo com informações do jornal Daily Mail.

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Sabemos que as drogas são velhas conhecidas como inimigas da pele, coração e pressão arterial, mas os pesquisadores descobriram que as anfetaminas, por exemplo, interferem no funcionamento das células-tronco, envolvidas na reparação e renovação tecidual, bem como causam fragilidade das artérias. Os cientistas, da Universidade da Austrália Ocidental, mediram o fluxo sanguíneo de 713 voluntários com idades entre 30 e 40 anos e que já haviam frequentado clínicas de reabilitação. Para isso, utilizaram a artéria braquial e radial, respectivamente localizadas no braço e antebraço de cada um deles.

 

O método permitiu que os pesquisadores avaliassem o grau de rigidez arterial, um conhecido fator de risco para doenças cardíacas. Então, cada um dos voluntários foi questionado sobre o uso de drogas, colocando-os em um dos quatro grupos considerados: não fumantes, fumantes, usuários de anfetaminas e usuários de metadona. Os resultados mostraram que o sistema cardiovascular dos usuários de anfetaminas estava envelhecendo muito mais rápido, uma vez que tinham artérias mais rígidas. E os homens e mulheres estavam correndo riscos iguais em relação aos efeitos dos estimulantes, que basicamente levam à produção de adrenalina ao limite.

 

A implicação do presente trabalho é que o uso habitual e recorrente de anfetaminas envelhece o sistema cardiovascular, e provavelmente todo o organismo em geral”, escreveram no estudo. “É, portanto, concebível que os usuários de estimulantes sofram de danos fisiológicos e cardiovasculares”. O que os pesquisadores não conseguiram identificar é se os danos são reversíveis. Eles sugeriram que as descobertas poderiam dar um impulso maior à necessidade de enfrentarmos “uma epidemia global de estimulantes”.

[ Daily Mail ] [ Fotos: Reprodução / Daily Mail ]

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