“Acúmulo gigante de fezes” provocou paralisia e quase matou um homem na Austrália

de Merelyn Cerqueira 0

Um homem de 53 anos foi levado a um pronto-socorro na Austrália após reclamar de sofrer constipação e intensas dores abdominais, seguidas de inchaço e náusea.

Mais alarmante do que isso só o fato de que a constipação fez com que ele não conseguisse mais mover a perna direita, que não tinha pulso e estava fria ao toque. O caso foi descrito pelos médicos no BMJ Case Reports, segundo informações da IFLScience.

O histórico médico do paciente não revelou uso de drogas, risco de doenças vasculares ou qualquer outro problema significativo. Simplesmente, tudo o que ele precisava era “ir ao banheiro”.  Um exame retal revelou que ele estava acumulando as fezes e uma varredura feita em seu abdômen mostrou uma compactação fecal maciça em seu corpo.

Ele estava sofrendo de uma condição chamada Síndrome do Compartilhamento Abdominal potencialmente fatal, que provocou o aumento da pressão em seu abdômen.

O exame revelou que sua matéria fecal estava tão retraída que havia distendido seu intestino grosso e pressionado sua artéria ilíaca direita. Tal pressão causou a dor em sua perna e, consequentemente, paralisia. 

Devido à gravidade do problema, que também incluiu sinais de insuficiência renal e acidose metabólica – que é quando os rins param de remover a acidez do corpo – ele foi levado para a cirurgia para remover o acúmulo de fezes e aliviar a pressão abdominal.

Segundo os médicos escreveram no relatório, a remoção foi realizada manualmente sob anestesia geral, com aproximadamente 2 litros de fezes removidos. Após quatro dias internado em terapia intensiva, o homem foi levado para o quarto onde permaneceu por mais 13 dias, até que recuperasse o movimento da perna.

Os médicos não souberam dizer a causa do acúmulo. No entanto, ressaltaram que a constipação nesta escala tão grave pode ser incrivelmente perigosa. Em 2015, uma adolescente com fobia de banheiros morreu após ficar oito semanas sem evacuar. O acúmulo provocou comprimento de sua cavidade torácica que, eventualmente, acabou resultando em um ataque cardíaco. 

Infelizmente, à época, não deram importância para sua fobia, que era um transtorno psicológico real, onde a paciente sentia extremo medo de entrar em banheiros, mais especificamente em sentar no vaso sanitário.

Fonte: IFL Science Fotos: Reprodução / IFL Science

 

Notícias diretamente no seu WhatsApp

Salve (61) 983026534, mande "oi" pelo WhatsApp e receba notícias, curiosidades e conteúdos incríveis do Jornal Ciência diretamente no seu celular.

Obs: É necessário salvar o número e enviar “oi” no WhatsApp para validar o cadastro. Em nenhuma hipótese enviaremos spam ou publicidade. Já são 25.550 leitores cadastrados. É gratuito!

Jornal Ciência