Preparem-se: livro mostra como os seres humanos ficarão após 5 milhões de anos de evolução

de Julia Moretto 0

Os seres têm passado por diversas transformação no decorrer dos anos. Mas você já imaginou como seriam as evoluções do ser humano atual para os próximos 5 milhões de anos?

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De acordo com as descobertas, estudos e tecnologias, entendemos cada dia mais do que somos constituídos e o que podemos esperar para o futuro.

O geólogo escocês Dougal Dixon publicou “Man After Man: An Anthropology of the Future”, em 1990, o livro especulativo em que nos apresentava possíveis evoluções humanas. Na época em que foi publicado, as imagens geraram grandes polêmicas.

De acordo com o autor, os futuros seres humanos poderiam explorar as possibilidades da engenharia genética. Em 200 anos, eles teriam criado diversas espécies com as adaptações até então nunca pensadas. Isso seria feito pois era preciso coletar recursos da Terra, que estava mais poluída e inabitável.

De acordo com o autor, os “Aquamorfos” (“Homo aquaticus”) apareceriam em 200 anos, quando os humanos conseguissem habitar o mar.

Esta nova versão dos humanos possui um corpo aerodinâmico, brânquias na caixa torácica e uma camada isolada da gordura. Além disso, apresenta pele lisa – para facilitar o nado – e os pés no formato de remo.

Ainda segundo o autor, esses seres procurariam recursos no fundo do mar, como minerais e plantas medicinais.

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Outro grupo também surgiria, os “Vacumorfos” (“Homo caelestis”), que conseguiriam sobreviver no Espaço. Isso poderia ocorrer pela estrutura de seus corpos, em que os órgãos especiais são enxertados.

A pele seria à prova de radiação e os olhos possuiriam proteção contra os raios solares. Por serem artificialmente produzidos em laboratório, seriam estéreis. Sua função seria colonizar outros planetas. 

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Com o colapso dos Homo sapiens, a espécie “hiteks” (“Homo sapiens machinadiumentum”)iria produzir de novas espécies humanas com base na melhor adaptação ao ambiente.

Este novo grupo criaria quatro versões do Homo sapiens sapiens, mantendo estes seres com menos inteligência para que não evoluíssem e destruíssem o meio ambiente de novo.

As quatro formas criadas são: os moradores das Tundras (“Homo talude fabricatus”), os moradores das planícies (“Homo campis fabricatus”), moradores das zonas temperadas (“Homo virgultis fabricatus”) e os moradores das florestas tropicais (“Homo silvis fabricatus”), que viveriam aqui onde o Brasil teria existido.

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Saltando ainda mais longe, para cerca de 2 milhões de anos da data de hoje, a Terra seria um grande deserto e diferentes espécies iriam se modificar para sobreviver.

Um exemplo, são os descendentes dos moradores da Tundra, que iriam produzir camadas isolantes de gordura e, para manter o metabolismo, consumir matéria vegetal. 

O clima árido e seco faria com que houvesse evolução para os seres chamados “Hivers, indivíduos que convivem em grupos na busca por água e comida. Devido à necessidade de se moverem por longas distâncias, eles desenvolveriam pernas longas e proteção para os olhos. A comunicação seria telepática.

 

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Em cerca de três milhões de anos, grande parte dos seres que evoluíram a partir do Homo sapiens viveriam na Terra.

Os “Antmen” (“Formifossor angustus”), por exemplo, teriam uma dieta específica, movimentos lentos e seriam solitários.

O dedo médio possuiria maior comprimento, pois seria especializado em cavar formigas. Para não sofrer com as picadas do inseto, seria imune ao ácido fórmico.

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Também haveria os corredores do deserto (“Havenonthus longipis”), que contariam com pernas alongadas e grandes orelhas.

Além disso, teriam excelente visão, apesar de não detectarem cores. O livro apresenta as características dos seres que viveriam até daqui 5 milhões de anos.

Apesar de ser uma obra especulativa, o autor usou como base os princípios científicos zoológicos e evolutivos.

Fonte: Diário de Biologia Fotos: Reprodução / Diário de Biologia

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