Medida drástica: mulher remove o estômago para evitar câncer que matou sua mãe e avô

de Merelyn Cerqueira 0

Heather Huus, 32 anos, de Dakota do Norte (EUA), passou por uma gastrectomia no ano passado após um teste genético revelar uma mutação genética que aumentava os riscos de desenvolver câncer de estômago em 83%.

Huus, que no passado já havia perdido a mãe e o avô para a doença, teve o esôfago conectado ao intestino delgado e, portanto, não pode sentir quando está com fome ou cheia. Ela aconselhou outros membros de sua família a fazerem o exame. Destes, dois descobriram serem positivos para a mutação, segundo informações do Daily Mail.

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Os médicos pediram que Heather passasse por testes genéticos após o chamado Câncer Gástrico Difuso Hereditário (HDGC), que é causado por uma mutação no gene CDH1, consumir 80% do estômago de sua mãe, que sobreviveu apenas dois anos após o diagnóstico. Ela tinha 44 anos, enquanto Heather, 19, e sua irmã 14.

Mas, foi apenas aos 30 anos que ela decidiu ser testada, após os médicos lhe informarem que ela e a irmã tinha 25% de chances de desenvolverem a mutação. Assim, ela descobriu ser positiva para o gene CDH1.

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“Perguntei aos médicos como poderia diminuir o risco de obtê-lo e eles me disseram que não havia nada que eu pudesse comer, beber ou fazer porque ninguém sabe o que o desencadeia esse tipo de câncer”, disse ela.       

Ela foi informada que poderia fazer varreduras do revestimento do estômago a cada seis meses ou, como alternativa, passar por uma gastrectomia. No entanto, a primeira opção se mostrou inviável uma vez que este tipo de câncer é bem difícil de ser detectado nos estágios iniciais.

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Assim, após ser colocada em um risco de 83% de chances de desenvolvimento, em um tipo de câncer que lhe daria apenas 4% de chances de sobrevivência, ela decidiu passar pelo procedimento de remoção do estômago.

Sua intenção era evitar que a filha de cinco anos, Page, passasse pelo mesmo sofrimento de perder a mãe.

“Olhar para minha mãe dar o último suspiro foi uma das piores coisas que eu já tive que ver na minha vida e eu não queria isso para Paige”, disse. “Sabendo que ela nunca mais terá que me ver morrer por causa desse câncer é um peso que tiro de meus ombros”.

A gastrectomia envolveu a retirada completa de seu estômago e ligação do esôfago ao intestino delgado. Desde a cirurgia, realizada há 15 meses, ela perdeu 58 quilos, devido a uma mudança drástica em sua dieta.

Porque não tem estômago, Heather não sente fome e tampouco sensação de saciedade. Logo, é obrigada a comer uma quantidade regular de comida a cada três horas.

“Eu não fico com fome e não fico cheia porque não há estômago para dizer ao meu cérebro essas coisas”, disse ela acrescentando que seu corpo às vezes lhe dá dicas de que é hora de comer. Nestes momentos, ela se sente letárgica, assustada e cansada.

Agora, ela inspirou a família a passar pelo mesmo teste de DNA. De todos os testados, dois descobriram serem positivos para o gene CDH1. Heather disse que sua irmã, de 27 anos, está esperando pela última gravidez para passar pela cirurgia, enquanto que sua prima, de 19, quer fazer uma faculdade antes.  

No que diz respeito à sua filha Paige, ela vai esperar até que a menina complete 16 anos para ser testada, uma vez que os riscos de carregar o gene defeituoso são de 50%.

Fonte: Daily Mail Fotos: Reprodução / Daily Mail

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