Câncer de bexiga: características, fatores de risco e como evitar a doença que atingiu Celso Portiolli

O apresentador comunicou nesta terça-feira (28/12) que está passando por um tratamento contra câncer de bexiga. Confira algumas características desta doença e saiba como evitá-la.

de Redação Jornal Ciência 0

Através das redes sociais, Celso Portiolli comunicou que está tratando de um câncer de bexiga e declarou que se mantém esperançoso com sua recuperação, afirmando ter retirada o pequeno tumor.  

Jornal Ciência no seu WhatsApp

Clique aqui (61) 98302-6534, mande “olá” e salve nosso número nos seus contatos. Você receberá notícias do Jornal Ciência diretamente no seu celular.

O fato do câncer ter sido encontrado em estágio extremamente precoce, favorece o tratamento e aumenta as chances de cura.

O Instituto Nacional de Câncer informou que, por ano, são diagnosticados 10.600 casos de câncer de bexiga no Brasil. Em geral, homens são mais atingidos que mulheres. Brancos também têm mais chances do que negros e a idade de risco é após os 55 anos.

Este tipo de câncer tem como principal causa o cigarro, representando 70% dos casos, mas também a exposição frequente a alguns produtos químicos derivados do petróleo.

As substâncias tóxicas do cigarro, do cachimbo ou charuto são eliminadas pelos rins junto com a urina, mas ao passar pela bexiga, agridem as paredes internas, estimulando a formação do câncer.

Trabalhadores da indústria têxtil ou de fábricas de tintas, que possuem contato direto com metal, borracha, couro e corantes, que passam por tratamentos industriais, também estão no grupo de risco.

Beber pouco líquido, ter pessoas na família que já enfrentaram a doença, ter feito radioterapia ou tomado uma droga chamada ciclofosfamida — medicamento usado em quimioterapia, doenças autoimunes e reumáticas — também são considerados fatores de risco.

A dor ao urinar ou sangue na urina, em geral, são os principais sintomas de alerta, mas por serem sintomas relacionados com outras doenças do sistema urinário, torna-se difícil o diagnóstico precoce.

O tratamento depende do grau de desenvolvimento da doença no momento da descoberta, mas é obrigatória a retirada do tumor da bexiga.

A retirada do tumor pode ocorrer de três formas: acessando a bexiga através da uretra (Ressecção Transuretral), retirada de parte da bexiga (Cistotectomia Parcial) e, em muitos casos, existe a necessidade da realização da Cistotectomia Radical, que é a remoção total do órgão.

No caso da realização da Cistotectomia Radical, os cirurgiões constroem uma nova bexiga que possa funcionar como armazenamento de urina e permitir ao paciente a melhor qualidade de vida possível.

Outras alternativas usadas são a quimioterapia, radioterapia e imunoterapia, geralmente tentando preservar a bexiga do paciente.  

No caso do apresentador Celso Portiolli, o câncer era muito pequeno e já foi retirado, e ele seguirá com o tratamento de imunoterapia que utiliza a vacina BCG.

A vacina BCG é administrada dentro da bexiga após a remoção do tumor. As células do sistema imunológico são atraídas para a bexiga e ativadas pela BCG, que por sua vez afetam as células do câncer de bexiga e ajuda a evitar novos tumores.

Em suas redes sociais, o apresentador atualizou os fãs que estavam apreensivos com a notícia: “Em dezembro fiz um procedimento endoscópico para a retirada de um pólipo da bexiga, único e pequeno. Vou fazer um tratamento, imunoterapia chamada BGC. Chance de cura próxima de 100% e durante meu tratamento, vida absolutamente normal, fazendo o que sempre fiz”, disse.

Como evitar?

Ficar longe do cigarro é a principal recomendação médica, inclusive como fumante passivo que acabam sujeitos aos riscos de desenvolver câncer por conviver no mesmo ambiente que fumantes.

Beber bastante água também ajuda a limpar o órgão das substâncias tóxicas. Fumantes não devem esperar a bexiga ficar cheia para urinar. Quanto mais tempo segurar o xixi, mais tempo as paredes da bexiga terão contato com as substâncias químicas do cigarro.

O brócolis é o alimento mais citado por diversos estudos e, embora precise ser melhor estudado, o consumo deste vegetal parece ter ação antitumoral, ajudando o corpo a eliminar substâncias tóxicas e nocivas.  

Imagens: Reprodução / SBT

Jornal Ciência