Homem “alienígena” diz não conseguir emprego por sua aparência: “Sou um cara normal, tenho família”

Anthony Loffredo, conhecido por ter adquirido aparência de um “alienígena”, diz sofrer discriminação por sua escolha corporal na hora de arrumar um trabalho

de Redação Jornal Ciência 0

Cada pessoa tem a liberdade de mudar sua aparência da maneira que preferir, mesmo que de forma extrema. Todos somos (ou deveríamos) livres para “moldar” nosso corpo de acordo com os mais variados desejos.

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Estigmas acompanham, geralmente, pessoas obcecadas pela modificação corporal. Embora a discriminação por causa da aparência tenha que ser abolida, tabus sociais formam verdadeira barreira entre a pessoa com modificações extremas e o padrão tido como “aceitável”.

Este é o caso do francês Anthony Loffredo, estigmatizado por suas escolhas corporais. Ele alega sofrer discriminação por causa de sua aparência. Ele ficou famoso em todo o mundo após modificar completamente sua cabeça e rosto, amputando inclusive o nariz, com o objetivo de ter a aparência do que seria um “alienígena”.

O francês continua o que chama de “Black Alien Project Evolution” (Projeto Evolução do Alienígena Preto). Hoje, seu corpo está totalmente tatuado de preto, pintou os olhos, cortou os lábios, colocou implantes sob a pele do rosto e couro cabeludo e amputou alguns dedos da mão.

Todas estas modificações afetaram completamente as oportunidades para Anthony trabalhar: “Sou um cara normal, tenho família. Gosto de ser visto como um cara normal, com um emprego, com uma família, que tem um amigo, uma namorada, tudo isso. É isso que me torna normal”, disse Anthony, em conversa com o podcast espanhol Club 113, transmitido no YouTube.

Anthony reclama que encontra extrema dificuldade em se encaixar em qualquer tipo de emprego. As pessoas negam automaticamente qualquer tentativa de entrevista laboral.

“Você não pode julgar alguém, ninguém sabe o que está dentro da cabeça de uma pessoa. Por que ela está fazendo isso [modificações corporais]? Você precisa conversar com essa pessoa”, acrescentou.

Para Loffredo é injusto ser visto como alguém que não se encaixa na sociedade só porque não se parece com o resto das pessoas. “A vida é assim, nem todo mundo entende tudo. Assim como eu, não entendo muita coisa de muita gente”, desabafou.

No final de tudo, ele apenas quer ser visto como mais um, porque é assim que se sente, apesar de ter uma aparência totalmente diferenciada. “Eu sou humano. Tem gente que acha que eu sou louco. Tem gente que quando me vê, grita e corre”, finalizou.

Fonte(s): UPSOCL Imagens: Reprodução / UPSOCL

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