Eles eram antivacina, pegaram Covid-19 e, antes de morrer, imploraram para os filhos se vacinarem

Lydia e Lawrence Rodríguez, 42 e 49 anos, foram internados por cerca de um mês em um hospital no Texas, EUA. Ambos morreram, com duas semanas de intervalo, e a prima teve que cuidar dos adolescentes

de Redação Jornal Ciência 0

Um casal morreu de complicações do coronavírus após se declarar contra as vacinas. Lydia e Lawrence Rodríguez, de 42 e 49 anos, deixaram quatro filhos adolescentes e pediram a prima que os jovens fossem vacinados contra a doença.

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O incidente ocorreu no Texas, nos Estados Unidos, onde o casal teve que ficar hospitalizado por quase um mês devido a dificuldades respiratórias em decorrência do vírus.

De acordo com a mídia local, a prima de Lydia, Dottie Jones, o casal era “cético em relação às vacinas”, então eles decidiram não se vacinar. No entanto, minutos antes de ser intubada, Lydia fez um pedido especial para os filhos.

“Eles não acreditavam em vacinas. Vocês estavam tentando falar com eles sobre isso, mas eles não gostavam que tocassem nesse assunto. Eles não confiavam nas vacinas. Lydia estaria aqui com os filhos agora se tivesse sido vacinada”, disse Lydia, refletindo em terceira pessoa fazendo uma análise do que aconteceu e o que poderia ter sido feito para evitar a tragédia — pedindo aos filhos para se vacinarem.

O casal morreu com aproximadamente duas semanas de diferença. Lydia foi hospitalizada um mês antes de sua morte, na última segunda-feira (16/08), em decorrência das complicações do vírus. Enquanto isso, seu marido morreu antes dela, em 2 de agosto por complicações da Covid-19.

De acordo com o depoimento de Lydia, embora a família fosse cética em relação às vacinas, eles foram cuidadosos desde o início da pandemia e tentaram tomar os devidos cuidados para evitar a infecção.

Por exemplo, disse Jones, eles sempre usavam máscaras e tentavam não sair muito de casa para evitar o contágio. “Estou cansada dos comentários de pessoas antivacinas, que estão impedindo muitos como minha prima e sua família de serem vacinados”, acrescentou Jones.

Os filhos deixados pelo casal são gêmeos de 18 anos e dois filhos, 16 e 11, que agora estão sob os cuidados da prima.

“Isso nos dói pelos filhos que eles deixaram para trás. Por favor, vacine! Nosso desejo é que nenhuma outra família tenha que suportar esse cenário evitável”, alertou Jones. Por outro lado, ela disse que os meninos também tinham resultado positivo para coronavírus após teste de swab, mas apresentavam apenas sintomas leves da doença.

A importância da vacina contra o coronavírus, segundo especialistas

A Organização Mundial da Saúde (OMS) destaca que as vacinas são uma ferramenta essencial para acabar com a Covid-19, “pois induzem imunidade contra o vírus SARS-CoV-2 e reduzem o risco de causar sintomas e ter consequências para a saúde”.

Além disso, no seu site oficial, afirma que as vacinas permitem “proteger os grupos que estão em maior risco de apresentar sintomas graves, como os profissionais de saúde, os idosos e as pessoas com determinadas doenças”.

Em todo o mundo, especialistas destacam a importância de ter um grande percentual de habitantes vacinados contra o coronavírus para se alcançar o que se conhece como “imunidade de rebanho”.

“Com uma parcela significativa da população vacinada, a circulação do vírus diminui e há menos chance de sofrer mutações”, explica Juan Carlos Calvo, doutor em Química e pesquisador do Conselho Nacional de Pesquisas Científicas e Técnicas (Conicet) da Argentina, em entrevista ao jornal La Nacion.

Se a alta circulação persistir, existe o risco de surgirem novas variantes que não respondam às vacinas, que foram produzidas com base na variante original. Até o momento, as vacinas se mostraram eficazes no tratamento das cepas que surgiram nos últimos meses e é o único meio de proteção contra o coronavírus.  

Fonte(s): La Nacion Imagens: Reprodução / The Sun

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