Japão suspende distribuição da vacina Moderna após encontrar frasco com “partículas pretas”

A suspensão ocorreu após um farmacêutico notar as “partículas” em um frasco

de Redação Jornal Ciência 0

Autoridades de saúde do Japão suspenderam a distribuição da vacina da Moderna, contra a Covid-19, após um farmacêutico encontrar uma “substância preta”, em formato de partículas, em um dos frascos.

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Esta é a segunda suspensão que as vacinas da Moderna recebem do Japão apenas nesta semana. Há poucos dias, o país interrompeu a distribuição de 1,63 milhão de doses alegando estar preocupado com possíveis contaminações.

Cerca de 3.790 pessoas foram vacinadas usando os imunizantes deste lote barrado. Dois japoneses morreram após a vacinação, mas as autoridades do país garantem que as mortes não estão relacionadas à contaminação da vacina.

A nova suspensão é uma má notícia para a população japonesa que está novamente em surto de Covid-19 com 20.000 novos casos diários, o maior aumento que o Japão já registrou no enfrentamento da pandemia.

Os fracos foram envasados pela Rovi — empresa farmacêutica espanhola que fez parceria com a Moderna na produção de recipientes de vacinas fora dos Estados Unidos.

Em nota, segundo o jornal britânico Daily Mail, ambas as empresas, Rovi e Moderna, suspeitam que tenha ocorrido um erro de fabricação que causou a contaminação.

Este novo caso de contaminação com “partículas pretas” ocorreu na última quarta-feira (01/09). A Takeda, empresa responsável pela distribuição interna das vacinas, coletou fracos para análise e afirma que são partículas de aço inoxidável.

“A rara presença de partículas de aço inoxidável na vacina Moderna COVID-19 não representa um risco indevido para a segurança do paciente e não afeta adversamente o perfil de benefício/risco do produto”, afirmaram a Moderna e a Takeda em um comunicado conjunto.

“O aço inoxidável é usado rotineiramente em válvulas cardíacas, substituições de articulações e suturas e grampos de metal. Como tal, não se espera que a injeção das partículas identificadas nestes lotes no Japão resultaria em aumento do risco médico”, disseram as duas empresas.

Fonte(s): Daily Mail Imagens: Reprodução / Rafapress / Shutterstock.com

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