TOP 9 fatos bizarros sobre práticas funerárias antigas

de Julia Moretto 0

Provavelmente você não quer pensar nesse assunto, mas a maneira como tratamos nossos mortos é fortemente influenciada pela forma como os nossos antepassados ​​os tratavam.

Quando você olha para as práticas de morte e funerárias, padrões de comportamento são repetidos, tornando mais fácil compreender algumas das nossas ideias modernas sobre a morte. Confira nove fatos surpreendentes sobre costumes relacionados à morte através dos tempos:

1 – Enterro

Algumas sociedades retiravam a carne dos ossos. Isto era feito com facas afiadas. E nós sabemos disso porque esqueletos humanos enterrados durante o período mostram os vestígios de muitas marcas de corte nos crânios, membros e outros ossos.

2 – Lanças

A morte era um evento muito grande em East Yorkshire. Lanças eram jogadas ou colocados nas sepulturas de alguns jovens. Ainda não se sabe por que esse ritual era realizado, mas poderia ser uma despedida militar – semelhante aos 21 tiros em funerais militares modernos.

3 – Lápides

Como uma prática importada, as primeiras lápides na Grã-Bretanha eram concentradas perto de fortes militares romanos e assentamentos mais urbanizadas.

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Naquela época, as lápides eram mais dedicadas a mulheres e crianças do que a soldados romanos, uma vez que soldados romanos não estavam legalmente autorizados a se casar, por isso monumentos aos seus familiares falecidos legitimavam suas relações de uma forma impossível em vida. Após o fim do controle romano na Grã-Bretanha, no século V, as lápides caíram em desuso e não se tornaram populares novamente até a Modernidade.

4 – Urnas

Durante o início do período anglo-saxão, restos cremados eram mantidos dentro da comunidade por algum tempo antes do enterro. As urnas também foram incluídas no enterros dos mortos.

5 – Compartilhamento de caixão

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Durante o período Medieval, muitas igrejas paroquiais tinham caixões comunitários, ou seja, poderiam ser emprestados ou alugados para transportar a pessoa falecida da casa para o cemitério. Quando eles chegavam ao lado da sepultura, o corpo era retirado do caixão e enterrado em uma mortalha simples.

6 – Alecrim

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Raminhos de alecrim foram usados por profissionais que trabalhavam nos funerais, que os lançavam sobre o caixão antes do enterro – assim como fazemos com rosas. Devido à perenidade, o alecrim foi associado com a vida eterna. Como erva perfumada, ela foi muitas vezes colocada dentro de caixões para ocultar os odores dos cadáveres. Isso foi importante porque os corpos muitas vezes estavam guardados há dias ou semanas antes do enterro, enquanto os preparativos eram feitos.

7 – Tocar um assassino

Ao longo dos tempos modernos até pelo menos meados do século 19, era uma crença comum que tocar um assassino – executado por enforcamento – poderia curar todos os tipos de doenças. Pessoas aflitas assistiam às execuções na esperança de receber o contato com o prisioneiro executado.

8 – Há ainda muitos mistérios

Por quase mil anos, durante a Idade do Ferro britânica, os arqueólogos não souberam realmente quais tipos de práticas funerárias existiam em grande parte na Grã-Bretanha.

Restos humanos só aparecem em alguns lugares – como os enterros em East Yorkshire. Por isso, em grande parte da Grã-Bretanha, práticas funerárias são quase invisíveis.

Há suspeita de que corpos foram expostos em uma prática conhecida como “excarnation” (a retirada da carne nos ossos), ou cremação seguida do espalhamento das cinzas.

9 – Respeito aos mortos

As pessoas da Idade do Bronze criaram novos monumentos funerários e enterraram seus mortos nas proximidades. Isto pode ser visto na paisagem ao redor de Stonehenge, criado como um monumento ancestral e funeral – e está cheio de túmulos da Idade do Bronze.

Quando os anglo-saxões chegaram na Grã-Bretanha, eles enterravam seus mortos perto dos monumentos de Bronze e da Idade de Ferro. Às vezes, eles cavavam estes monumentos mais antigos e os reutilizavam para enterrar seus mortos.

Este artigo foi publicado originalmente no The Conversation.

Fonte: IFL Science Fotos: Reprodução / The Conversation

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