Quimicamente falando, o que acontece com o corpo minutos antes da morte?

de Merelyn Cerqueira 0

Ao longo dos anos, a Ciência tem explorado muitas coisas que ocorrem com o corpo e mente conforme a morte se aproxima, algo que, em partes, ainda permanece um mistério. Tal experiência pode ser entendida através de uma série de reações químicas e eventos que ocorrem no cérebro, segundo informações do jornal inglês Independent.

 

Um novo vídeo produzido pela American Chemical Society explorou exatamente isso. Para ilustrar tal situação, podemos considerar o que ocorre dentro do corpo de alguém que está sendo perseguido por um assassino – exatamente como num filme de terror.

 

Os criadores do vídeo apontaram que a experiência das pessoas que observam tal cena é similar à de quem de fato está dentro dela – embora neste caso a coisa toda seja mais intensa. Logo, a adrenalina e a sensação de medo são ativadas em ambos os casos.

 

Medo

A função do medo é basicamente nos preparar para reagir ou fugir. Trata-se de uma forma de alertar a mente e o corpo sobre um problema, mas também é um processo químico que permite ao corpo tentar ficar em segurança. Assim, uma informação sensorial é enviada através do sistema nervoso central para a região do tálamo (desempenho e consciência). Depois disso, ela é transmitida para outras partes importantes do cérebro.

Inicialmente, essa informação provoca o susto – que se desenvolve para reações – e então, uma resposta de luta ou fuga é acionada. Tal processo é herança de nossos primeiros ancestrais e é uma forma de decidir se assumimos a luta ou se tentamos escapar dela.

 

Todo esse processo ainda libera adrenalina para o corpo e aumenta as quantidades de glicose para dentro da corrente sanguínea. Há ainda outros produtos químicos em evidência, que mantêm todo esse trabalho em processo.

 

Gritos

Você pode até não conseguir escapar do assassino, mas é bem provável que seja capaz ao menos de gritar. No vídeo, os especialistas destacam que esse processo tem origem em uma parte diferente do cérebro que não a da linguagem, e serve para uma função bem distinta.

 

Os gritos saem quase que por instinto e quando ouvidos provocam uma resposta similar, incentivando outras pessoas a ficar com medo e reagir ou ajudar quem precisa correr.

Dor

Se os gritos não ajudarem e o assassino acabar te alcançando, você presumivelmente enfrentará muitas dores. Enquanto ferido, neurônios especiais chamados de nociceptores enviam mensagens para o cérebro e são recolhidos pelo tálamo – que por sua vez tenta instruir o cérebro a fazer o que for possível para impedir que tal dano ocorra novamente.

 

Morte

Mesmo após a morte clínica, seu cérebro continua funcionando por um tempo. De acordo com estudos recentes, esses minutos finais podem ser seguidos de consciência e também serem responsáveis pelas experiências de quase morte (EQM). No entanto, ainda há cientistas que dizem não estarem completamente certos sobre a razão de tal surto acontecer e o que significa.  Em seguida, ocorre a morte biológica, e é aí que as coisas começam a ficar menos claras.

Há poucas maneiras de saber o que acontece após a morte e por que as pessoas tendem a não voltar dela – exceto por alguns casos isolados – e essa é uma questão ainda muito confusa.Quem passa por EQMs pode descrever o momento como “puro, perfeito, sono ininterrupto e sem sonhos”, de acordo com o jornal. Mas há quem diga ter passado por experiências mais vívidas, que, aparentemente, sugeririam uma “vida após a morte”.

 

Eu estava de pé e em frente a uma parede gigante de luz […] que se esticava para todos os lados. Era como se tivesse colocado meus olhos sobre a luz de uma lâmpada fluorescente. A última lembrança que tenho é de acordar no hospital”, descreveu um dos leitores do jornal em relatos sobre EQMs.

[ Independent ] [ Foto: Reprodução / Pixabay ]

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