Pesquisadores encontram novas evidências entre o consumo do açúcar e o Alzheimer

de Merelyn Cerqueira 0

Em um novo estudo publicado recentemente na revista Diabetologia, pesquisadores do Reino Unido e China descobriram novas evidências de uma provável relação entre açúcar e Alzheimer.

Eles verificaram que pessoas com altos níveis de açúcar no sangue apresentavam declínio cognitivo. Os resultados foram baseados em dados de 5.189 participantes, acompanhados durante uma década, segundo informações da IFLScience.

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Para o estudo, os pesquisadores utilizaram dados do English Longitudinal Study of Ageing (ELSA) – um estudo longitudinal sobre envelhecimento – em participantes com idade média de 66 anos, dos quais 55% eram mulheres.

“Enquanto outros estudos relacionaram o declínio cognitivo com diabetes, este estudo é um dos maiores a estabelecer a relação direta entre HbA1c [níveis de hemoglobina glicosilada, uma medida de controle global de açúcar no sangue] e o subsequente risco de declínio cognitivo”, escreveram os pesquisadores em uma declaração oficial.

Todos os participantes já haviam mostrado algum nível de declínio cognitivo durante a avaliação do ELSA. No entanto, aqueles com níveis mais altos de HbA1c (que também é usado para avaliar evidência de diabetes) apresentaram uma maior taxa de declínio.

Estudos anteriores já haviam sugerido que a doença de Alzheimer poderia ser uma espécie de diabetes tipo 3.

Embora isso não seja estritamente verdadeiro, parece haver um tipo de relação entre o consumo excessivo de açúcar e declínio mental. 

Outros estudos também descobriram que pessoas que têm diabetes tipo 2 são duas vezes mais propensas a desenvolver Alzheimer, apontando uma provável ligação molecular entre glicose e a doença.

A doença de Alzheimer provoca perda de memória, dificuldades de pensamento e uma série de outros sintomas neurodegenerativos.

Não existe um tratamento eficaz e nem causa confirmada, embora cientistas acreditem que fatores como tabagismo e pressão arterial elevada possam contribuir para o seu desenvolvimento – além da alta taxa da proteína beta-amiloide no cérebro dos doentes.

“A demência é uma das condições psiquiátricas mais prevalentes e fortemente associada à má qualidade da vida adulta”, disse o autor principal deste do estudo, Wuxiang Xie, do Imperial College de Londres. “Atualmente, ela é incurável, o que torna muito importante estudar os fatores de risco”.

“Nosso estudo fornece evidências para apoiar a associação de diabetes com subsequente declínio cognitivo”, afirmaram os pesquisadores.

“Os achados também sugerem que as intervenções que atrasam o início da diabetes, bem como as estratégias de gerenciamento de controle de açúcar no sangue, podem ajudar a aliviar a progressão do declínio cognitivo subsequente a longo prazo”.

Fonte: IFL Science Foto: Reprodução / Unsplash

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