Para que servem aquelas curvas nas pontas das asas do avião?

de Merelyn Cerqueira 0

Você já deve ter notado a existência de uma curta e ligeira curva disposta nas extremidades das asas dos aviões. Mas, afinal, para que elas servem? Será que todas as aeronaves as possuem?

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Chamados de winglets, são considerados componentes aerodinâmicos, estrategicamente posicionados nas extremidades das asas. Basicamente, a função deles é diminuir o arrasto induzido (resultado da pressão entre a região superior e inferior das asas que criam correntes de ar opostas) no vórtice das asas.

Podem ser encontrados na forma de uma aba em posição vertical ou ligeiramente inclinada para fora.

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Um vórtice, de acordo com a enciclopédia online da Anac (Agência de Aviação Civil), é um “padrão circular de ar criado pelo movimento de um aerofólio ou asa através do ar, quando gerando sustentação”.

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“Os turbilhonamentos gerados por aeronaves médias ou pesadas podem ser de alta velocidade e intensidade, constituindo grave perigo para aeronaves de pequeno porte, principalmente nos setores de aproximação”.

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Em outras palavras, um vórtice é um movimento forte e giratório causado por pressões opostas de forças, formando um padrão circular ou espiral. Podem ser observados em furações, correntes de água e asas de avião, por exemplo.

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Eles são considerados uma preocupação para aviação porque afetam a velocidade, alcance, desempenho e quilometragem de combustível. Se uma aeronave passa pela região onde um vórtice é criado, perde estabilidade, podendo resultar em situações de emergência.

Ainda, devido a esse fenômeno, os aviões acabam consumindo mais combustível, consequentemente emitindo mais dióxido de carbono no ar, barulhos e trepidações

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Eles são formados conforme a aeronave se movimenta no ar e o fluxo de vento é dividido pelas asas. Logo, e devido à posição angular destas, uma maior pressão é experimentada pela parte inferior, enquanto que uma menor no topo delas.

O resultado disso são diferenças de pressão, que permitem ao avião se elevar. Então, conforme o ar segue fluindo de baixo para cima por toda a extremidade das asas, na região das pontas são formados mini redemoinhos, ou vórtices.

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Como são considerados problemáticos, pesquisadores e engenheiros aeronáuticos começaram a pensar em uma solução para impedir ou reduzir o aparecimento desses vórtices.

Uma das ideias propostas era criar modelos de aviões com asas mais longas, capazes de separar completamente o fluxo de ar de alta e baixa pressão das asas, o que foi considerado inviável.

A segunda ideia, por outro lado, ela introduzir na extremidade das asas um componente estrutural capaz de separar as duas regiões de diferentes pressões, atenuando a presença dos vórtices.

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Uma vez colocados para funcionar, os winglets promoveram melhorias no campo da aviação, pois ajudaram a economizar combustível, reduzir emissões de gases poluentes no ar e ainda aumentaram a velocidade do avião.

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Atualmente, quase todas as aeronaves de grande porte são produzidas com os winglets.

Fonte: Witty Feed / The Sun / ANAC / Wikipédia Fotos: Reprodução / Witty Feed

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