Família publica imagens chocantes de idosa em seus últimos dias de vida

de Gustavo Teixera 0

A família de uma mulher de 68 anos está compartilhando sua história em uma tentativa de lutar pelo direito de morrer. Flora Lormier foi diagnosticada com esclerose múltipla quando tinha 20 anos, mas sua condição piorou significativamente nos últimos dois anos. Sofrendo de constantes dores, ela pediu ajuda para morrer várias vezes. A condição debilitante arruinou seu corpo, fazendo com que ela ficasse paralisada do pescoço para baixo.

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Na esperança de mudar a lei sobre a eutanásia, seu marido, Tom e sua filha, Tracey Taylor, publicaram fotos da idosa em seus últimos dias. Os registros mostram-na em estado frágil, tendo ficado muito debilitada até morrer naturalmente em dezembro.

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Taylor, de Glenrothes, na Escócia, disse ao jornal britânico Daily Record: “Mamãe sofreu muito. Foi tortura, tortura absoluta. Estávamos todos ao seu redor quando ela morreu, mas não foi de maneira pacífica. Essas imagens são o que as pessoas precisam ver, é por isso que estamos lutando: pelo direito de morrer”.

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“Não havia nada que pudéssemos fazer para aliviar sua dor. Tínhamos morfina e comprimidos para dormir e ela implorou para a ajudarmos a morrer, mas não conseguimos. Então, por que é bom para um ser humano sofrer? O governo precisa ver por que as pessoas querem fazer a escolha de quando morrer”, completou. Lormier passou os últimos dois anos cuidando de sua esposa todos os dias. Eles eram casados há 51 anos e tinham filhos juntos.

Esclerose Múltipla afeta o cérebro e a medula espinhal, causando uma gama de sintomas que podem ser graves. Mas não há cura para a condição, e a expectativa média de vida é de 10 anos abaixo do normal. Ele disse ao jornal: “Ela não queria ser um fardo. Ela era a favorita das enfermeiras e cuidadoras pois nunca se queixava. Sempre pedia desculpas se tivesse úlceras e se piorassem, ela pedia desculpas. Ficou realmente degradante no final”.

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Atualmente, a eutanásia, definida como dar fim à vida de alguém, e o suicídio assistido, conhecido como ajudar alguém a parar de viver, são ilegais de acordo com a lei inglesa. Dependendo das circunstâncias, o primeiro é considerado homicídio ou assassinato. A eutanásia pode ser definida de duas maneiras: ativa ou passiva.

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A eutanásia ativa – quando alguém intervém de propósito – atualmente é legal apenas no Luxemburgo, na Holanda e na Bélgica. Nesses países, os doentes terminais podem receber ajuda para morrer, desde que se cumpram certos critérios. Uma pessoa que faz um pedido para terminar sua vida deve ser considerada mentalmente capaz o suficiente para decidir por si e estar em clara dor. Na maioria dos casos, sofrem uma overdose de sedativos ou relaxantes musculares que causam coma e levam à morte. A eutanásia passiva – quando os médicos deixam de dar medicação ao paciente – e o suicídio assistido são legais na Suíça, Alemanha, México e em cinco estados dos Estados Unidos.

[ The Mirror / Daily Mail ] [ Fotos: Reprodução / The Mirror ]

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