Existem 136 possíveis vacinas contra o coronavírus em estudo e 10 estão em estágio avançado

Com todo o avanço clínico que está ocorrendo em ritmo extremamente acelerado, especialistas afirmam que a vacinação só ocorrerá em 2021

de Osmairo Valverde 0

vacinas contra o coronavírus em estudo

Contrariando o que vários especialistas disseram no começo da pandemia, sobre ser impossível o estudo e produção em massa de uma vacina em menos de 18 meses (já que outras vacinas levaram muito mais tempo que isso para ficarem prontas), várias pesquisas estão em andamento com resultados promissores.

Algumas vacinas parecem estar em estágio avançado de estudos, o que poderia ser um alívio para milhões de pessoas aflitas que aguardam por uma resposta da ciência.

Neste momento, existem 136 possíveis vacinas sendo estudadas no mundo. Deste total, 10 vacinas já estão em fase clínica, o que significa que os estudos com humanos já começaram, após passarem com sucesso em testes com animais, como ratos e macacos. Mas, entre as 10 vacinas, apenas 1 está na chamada “fase clínica 3” – onde é possível fazer teste em massa com centenas ou milhares de voluntários para confirmar a segurança e eficácia.

Mesmo com tamanha rapidez, algo que é bastante impressionante quando comparamos o tempo que outras vacinas levaram para serem produzidas, especialistas acreditam que será possível termos uma campanha nacional (ou mundial) de vacinação, apenas no ano de 2021.

China, Estados Unidos e Reino Unido estão no topo da corrida em busca de uma vacina. Cientistas alertam que, mesmo que elas tenham passado nas fases pré-clínicas, não significa com toda certeza que teremos sucesso na imunização quando ela for, de fato, aplicado na população.

Muitos médicos e pesquisadores se preocupam com a rapidez das pesquisas e ressaltam a importância de todos os protocolos e estágios científicos serem cumpridos para que possamos ter segurança nos resultados, seguindo todos os protocolos científicos internacionais.

A Universidade de Oxford, do Reino Unido, uma das mais importantes do mundo, é a que possui a vacina mais avançada. A partir do fim do mês de junho, serão 10.000 pessoas testadas. Após isso, os pesquisadores poderão “bater o martelo” e garantir a eficácia para a população.

Como é feita a vacina de Oxford?

Os estudos foram feitos com um adenovírus – um tipo de vírus que causa doenças respiratórias, resfriado, gripe, conjuntivite, pneumonia (além de outras doenças em humanos), e tem a capacidade também de infectar macacos. Este vírus foi enfraquecido e recebeu uma “cópia” de uma proteína específica encontrada apenas no novo coronavírus.

Sendo assim, o adenovírus irá levar ao corpo humano esta proteína, o que sugere que o corpo será capaz de identificá-la, produzir anticorpos e atacar o novo coronavírus quando o paciente entrar em contato com ele.

A vacina da Universidade de Oxford, por estar em estágio muito avançado, poderá ser produzida até o final do ano de 2020 – se todos os testes finais forem positivos – mas, isso não significa que ela seria usada em 2020.

Várias estratégias de produção em larga escala, acordos políticos entre nações, logística de distribuição e vacinação, precisam ser aplicados para que, na melhor das hipóteses, seja possível termos uma vacina em abril de 2021.

Foto: Reprodução / Pixabay

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