Nível de radiação está crescendo absurdamente na usina nuclear de Fukushima

de Merelyn Cerqueira 0

Os níveis de radiação no local onde funcionava a usina nuclear de Fukushima atingiram um recorde, de acordo com informações do jornal Daily Mail. As leituras foram feitas por meio de uma sonda operada manualmente, que correu o risco de derreter no local. As autoridades japonesas afirmaram que a radiação não está vazando do local, embora ainda considerem a preocupação de como a usina, destruída pelo desastre de 2011, será desmantelada no futuro.

 

Após uma câmera operada manualmente da TEPCO (Tóquio Electric Power Co) sondar o ponto mais profundo dentro do reator, estimou-se que os níveis de radiação atingiram cerca de 530 sieverts por hora. Logo, a exposição do robô por mais de duas horas no local resultaria no derretimento deste.

 

O recorde anterior em Fukushima era de 73 sieverts por hora, medido por sensores em 2012, em pontos específicos e menos radioativos que outros, de acordo com a TEPCO. No entanto, a empresa afirmou que a radiação não está vazando do reator.

 

A TEPCO acrescentou que as sondas robóticas futuras não sofrerão danos graves, uma vez que é improvável que demorem por muito tempo em um único ponto. A sonda utilizada foi feita resistente à radiação, com três câmeras montadas no corpo do robô, projetadas para suportar até 1.000 sieverts.

 

Com 60 centímetros de comprimento, ela foi projetada para rastejar como uma cobra através de um tubo de 10 centímetros de largura em um recipiente de contenção. Uma vez dentro do reator, o robô foi capaz de capturar ao vivo os níveis de temperatura e radiação e enviar as leituras para um posto de controle fora do prédio.

 

O desastre de Fukushima ocorreu em março de 2011, quando um tsunami varreu a costa nordeste do Japão, deixando mais de 18 mil mortos ou desaparecidos. No processo, três reatores foram danificados na usina do local, caracterizando um dos piores acidentes nucleares desde Chernobyl, em 1986.

 

O governo do Japão disse em dezembro do ano passado que os custos totais para um processo de limpeza chegariam a 190 bilhões de dólares, levando décadas. Enquanto os níveis de radiação estão abrandando desde o início das operações, a TEPCO disse que planeja utilizar robôs para ajudar localizar os detritos de combustível como parte do processo de desativação do local.

 

A empresa acredita que as imagens capturadas oferecem informações úteis, mas que ainda é necessário investigar os dados para interpretar as condições do interior da usina.

[ Daily Mail / The Japan Times / The Guardian ] [ Fotos: Reprodução / Daily Mail ]

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