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Hubble pode ter encontrado sombra de um novo planeta

de Julia Moretto 0

Há um jovem sistema estelar, a cerca de 192 anos-luz da Terra, que os astrônomos acreditam estar em processo de formação de planetas. As novas observações realizadas pelo telescópio espacial Hubble comprovam a ideia.

O aparelho registrou uma sombra que se acredita estar ligada a um objeto maciço, provavelmente um planeta, formando-se em torno da estrela. Hubble estuda TW Hydrae há 18 anos, um sistema que tem cerca de 8 milhões de anos. Seus planetas não podem ser vistos pelos instrumentos atuais, mas são observados por lacunas que rodeiam a estrela, uma indicação clara de que planetas se formam.

Enquanto olhava para as imagens do arquivo de TW Hydrae, uma equipe do Instituto do Telescópio Espacial em Baltimore viu uma sombra se movendo em torno dela. A sombra não é feita pelo próprio planeta, mas é possível que o objeto esteja bloqueando a luz da estrela. É o primeiro disco de temos tantas imagens durante um longo período de tempo. Isso nos permite ver este efeito interessante”, disse John Debes, que liderou a pesquisa. “Isso nos dá esperança de que este fenômeno de sombra possa ser bastante comum em sistemas estelares jovens”.

A pesquisa, que foi apresentada na 229ª reunião da Sociedade Astronômica Americana no Texas, resolveu um mistério que durou mais de 10 anos. Debes descobriu a anomalia na coloração do disco em 2005. A sombra está localizada a 16 bilhões de quilômetros da estrela e tem um período orbital de 16 anos, muito rápido pelas características físicas do disco.

O fato de eu ter visto o mesmo movimento a mais de 10 bilhões de milhas da estrela foi bastante significativo e me mostrou que estava vendo algo impresso no disco externo ao invés de algo que estava acontecendo diretamente no próprio disco”, acrescentou Debes. “A melhor explicação é que a característica é uma sombra movendo-se sobre a superfície do disco”.

A equipe diz que a inclinação no disco causada pelo planeta está muito perto da estrela, que é um pouco menos massiva que o nosso Sol, para que o Hubble possa observá-la.

O cenário mais plausível é a influência gravitacional de um planeta invisível, que está puxando material para fora do plano do disco e torcendo o disco interno”, explicou Debes. Telescópios futuros, como o Telescópio Espacial James Webb, podem apresentar detalhes mais minuciosos do sistema.

Esta animação mostra a sombra causada pelo planeta movendo-se em torno da estrela. NASA, ESA e J. Debes (STScI)

[ IFL Science ] [ Foto: Reprodução / IFL Science ]

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