Hoje completam 62 anos da primeira imagem do lado oculto da Lua

Mesmo com baixíssima resolução, as fotos foram consideradas históricas e causaram empolgação em cientistas de todo o mundo

de Redação Jornal Ciência 0

Hoje fazem exatos 62 anos que a espaçonave da antiga união soviética, Luna 3, a terceira lançada à Lua, conseguiu enviar para nós as primeiras imagens do outro lado do nosso satélite natural.

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As imagens possuíam qualidade ruim, especialmente quando a comparamos com os espetaculares registros que temos hoje graças aos satélites de altíssima tecnologia.

À época, as primeiras imagens foram publicadas em todo o planeta após serem realçadas para melhor visualização. Elas mostravam um terreno bastante montanhoso, o que é muito diferente da face visível da Lua que fica virada para nós.

A câmera usada possuía uma lente dupla AFA-E1, usava também um filme isocromo de 35 mm altamente resistente à radiação e temperaturas extremas. Ela possuía capacidade para registrar 40 imagens.

Outra lente de 200 mm foi construída e projetada para tentar capturar a imagem de toda a face oculta da Lua. Enquanto isso, outra lente de 500 mm conseguiu capturar regiões da superfície.

Ao todo, 29 fotos foram registradas em um espaço de 40 minutos em 7 de outubro de 1959. A espaçonave estava entre 63.500 e 66.700 km acima da superfície da Lua, o que conseguiu cobrir 70% da face oculta lunar.

Os registros oficiais dizem que 17 imagens conseguiram ser transmitidas com sucesso para a Terra, mas apenas 6 foram publicadas nos veículos de comunicação. Este dia marcou a primeira vez que a humanidade pôde observar o hemisfério lunar oculto para nós.

Não podemos ver o lado oculto porque a rotação e translação da Lua está sincronizada com a da Terra — ou seja, enquanto ela completa uma volta em torno da Terra (translação) e em torno de si mesma (rotação), ela está sempre com a mesma face voltada para nós.

Na gif animada abaixo você percebe que enquanto a Terra rotaciona 29,5 vezes, a Lua realiza seu movimento de translação em torno da Terra com apenas uma única rotação.

Fonte(s): UFMG / El Tiempo Imagens: Divulgação

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