Jornal Ciência no seu WhatsApp

 

Clique aqui (61) 98302-6534, mande “olá” e salve nosso número. Você receberá primeiro as notícias do Jornal Ciência em seu celular.

Fóssil de criatura grávida levanta questões sobre a evolução da reprodução

de Gustavo Teixera 0

A cada fóssil descoberto há uma chance de aprendermos mais sobre as criaturas do passado. Mas a descoberta de uma criatura marinha grávida fossilizada provou ser mais surpreendente do que a maioria, pois o embrião que carregava não estava dentro de um ovo.

 

Agora, os pesquisadores acreditam que o réptil Dinocephalosaurus, que nadou nos oceanos há 245 milhões de anos, dava à luz bebês vivos em vez de ovos, como se pensava anteriormente. Um parente de dinossauros, bem como um antepassado distante de pássaros e crocodilos, o Dinocephalosaurus tinha um pescoço longo e poderia chegar a cerca de 4 metros de comprimento.

 

De acordo com pesquisadores da China, Estados Unidos, Reino Unido e Austrália, este é o primeiro vertebrado de um grande grupo chamado archosauromorpha que aparenta ser vivíparo – capaz de dar à luz a bebês vivos, como fazem os mamíferos. É ótimo ver um passo tão importante para nossa compreensão da evolução de um grande grupo que vem de um achado fóssil em um campo chinês“, disse Mike Benton, um dos pesquisadores da Universidade de Bristol, no Reino Unido.

dino-find

O embrião estava virado para frente em direção à cabeça da mãe, sugerindo que era de fato um bebê Dinocephalosaurus e não algo que ela tivesse acabado de comer. Também foi encontrado em uma postura enrolada que é típica de embriões de vertebrados, e não foram encontradas conchas de ovo ao redor do esqueleto. O embrião dentro do fóssil era pequeno, tinha cerca de meio metro e mostrou sinais de ser um Dinocephalosaurus, incluindo costelas alongadas e um pescoço longo.

 

Os pesquisadores disseram à BBC News que não podem descartar a possibilidade de que uma casca de ovo estivesse originalmente no lugar, mas parece improvável. Eles também disseram que as descobertas poderiam abrir o caminho para uma análise mais detalhada de outros fósseis na busca por mais embriões.

[ Science Alert ] [ Fotos: Reprodução / Science Alert ] 

Jornal Ciência