Jornal Ciência no seu WhatsApp

 

Clique aqui (61) 98302-6534, mande “olá” e salve nosso número. Você receberá primeiro as notícias do Jornal Ciência em seu celular.

Nova variante do HIV mais agressiva e transmissível é encontrada na Holanda com 109 infectados

A nova variante é descrita pelos cientistas como “altamente virulenta” e foi revelada ao mundo em publicação na respeitada revista Science

de Redação Jornal Ciência 0

A autoria do artigo é da prestigiada Universidade de Oxford, no Reino Unido. De acordo com a publicação, a nova variante do HIV é altamente agressiva e mais transmissível.

De modo provisório, ela foi batizada de “variante VB” (uma sigla em inglês para denominar variante virulenta do subtipo B). De acordo com as análises, o novo HIV consegue concentrar no sangue uma maior carga viral, comparado com as cepas atuais existentes no mundo.

Algumas características identificadas preocuparam os cientistas, como por exemplo a capacidade de diminuir rapidamente as células de defesa específicas contra o vírus, chamadas T-CD4. Além disso, o novo HIV é extremamente transmissível.

Chris Wymant, em entrevista à BBC, explicou que apesar das análises, a descoberta não deve causar pânico nas pessoas, já que a ciência atualmente possui meios eficazes de controlar o HIV e suas variantes com os medicamentos chamados antirretrovirais.

No estudo, os dados dos artigos mostram que os pacientes que foram submetidos ao tratamento com as drogas já existentes conseguiram diminuir a carga viral circulante no sangue — em níveis semelhantes aos infectados com as outras cepas do HIV.

Mas, apesar disso, os pesquisadores ressaltaram que a descoberta reforça a necessidade massiva de testes regulares para identificar qual cepa uma pessoa infectada é portadora.

O estudo cita ainda que os pacientes com a “variante VB” apresentavam até 5,5 vezes mais vírus no sangue, forçando as células de defesa do sistema imunológico caírem 2 vezes mais rápido que o normal, comparado com os outros pacientes com as outros tipos de HIV.

Os cientistas virologistas acreditam que a teoria mais aceita seja que a nova mutação tenha ocorrido há tempos e pode estar circulando há anos, sendo resultado de múltiplas mutações que passaram despercebidas.

Isso teria ocorrido porque, apenas recentemente, as amostras de sangues de pacientes soropositivos começaram a ser sequenciadas geneticamente, o que sugere que a variante possa existir há décadas de forma “silenciosa”.

A Universidade de Oxford acredita que a nova variante tenha, teoricamente, surgido na Holanda entre 1980 e 1990 e se espalhou nos anos 2000. Mas, nunca havia sido encontrada, sequenciada e mapeada em indivíduos.

No estudo, 109 pessoas foram confirmadas com a “variante VB”, sendo a maioria na Holanda, embora algumas pessoas foram identificadas na Suíça e Bélgica.

Estima-se que 37,7 milhões de pessoas no mundo viviam com HIV em 2020, de acordo com dados oficiais do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS. Ainda em 2020, 680 mil pessoas morreram por complicações relacionadas à AIDS e 1,5 milhão de novas infecções foram detectadas.

Os dados mostram ainda que em 2020, mais de 73% dos infectados tinham acesso ao tratamento correto com os medicamentos antirretrovirais — anteriormente chamados de coquetéis e que hoje pode ser feito com apenas uma única pílula ingerida diariamente.

Fonte(s): BBC  / Science Imagens: Reprodução / Visual Science

Jornal Ciência