Médicos preparam separação de gêmeas siamesas unidas pelo crânio e descobrem algo surpreendente durante cirurgia

de Merelyn Cerqueira 0

Cirurgiões em Moscou, na Rússia, prepararam uma complexa cirurgia para separar duas gêmeas siamesas que aparentemente estavam unidas pelo crânio.

Exames de varredura feitos quando as meninas ainda estavam no útero haviam indicado que o caso era de uma união pelo osso da cabeça.

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No entanto, e embora estivessem esperando uma operação complicada, ficaram surpresos ao descobrir que as crianças estavam unidas apenas pela pele. Elas foram separadas em um procedimento simples que durou apenas meia hora, e agora se recuperam no hospital, de acordo com informações do Daily Mail.

Os médicos disseram ter ficado agradavelmente surpresos ao descobrir que as estruturas ósseas das meninas russas eram completamente independentes.

“As meninas cresceram unidas apenas pela pele. Achávamos que isso também tinha acontecido com os ossos, e por isso que nos preparamos para uma operação importante”, contou o cirurgião e professor Andrey Prytyko, que liderou a cirurgia.

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A operação foi feita em um hospital no distrito de Odintsovsky, na região ocidental de Moscou, assim que as gêmeas nasceram. Ambas as cabeças das meninas foram ligeiramente deformadas pela forma como estavam unidas no útero.

No entanto, de acordo como o Dr. Prytyko, os cérebros delas estão se desenvolvendo normalmente e exercícios, que incluirão o uso de capacetes especiais, farão com que o formato anormal do crânio seja corrigido. “Seus cabelos crescerão e tudo ficará normal. Os pais estão felizes”, disse.

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Como é feita a separação de gêmeos siameses?

A separação cirúrgica de gêmeos siameses, de acordo com a University of Maryland Medical Center, é um procedimento delicado e arriscado, que requer extrema precisão e cuidado. Justamente por isso a decisão de separação deve ser levada muito a sério pelos pais. 

As taxas de mortalidade para gêmeos siameses que são separados variam, uma vez que dependerá sempre do tipo de conexão e órgãos que são compartilhados. Por exemplo, em casos de gêmeos unidos pelo coração, não há sobreviventes conhecidos.

Ainda, embora as taxas de sucesso tenham melhorado ao longo dos anos, a separação cirúrgica ainda é considerada um procedimento raro.

Desde 1950, pelo menos um gêmeo sobreviveu a separação em cerca de 75% das situações. Somente após o nascimento das crianças que os médicos podem fazer exames para verificar quais os órgãos compartilhados e determinar a viabilidade da separação.

Para isso, eles devem avaliar cuidadosamente como está funcionado cada órgão compartilhado. Após a separação, a maioria das crianças precisa de reabilitação intensiva devido às sequelas causadas pela malformação, que quase sempre inclui problemas na coluna.

Fonte: Daily Mail Fotos: Reprodução / Daily Mail 

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