Conheça o homem mais depravado da história

de Gustavo Teixera 0

Certamente você já ouviu o termo “sadismo”. Mas você sabia que esse termo nasceu de uma única pessoa? Foi do Marquês de Sade, conhecido principalmente pelos seus gostos peculiares.

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Conheça a história a do homem mais depravado da história!

Donatien Alphonse François de Sade, conhecido como o Marquês de Sade, foi um escritor que nasceu em 1740, com uma grande sede por atos sexuais. 

Ele ficou conhecido como o “homem mais depravado da história”, devido a suas práticas sexuais, que eram muito bizarras. Sade era uma pessoa muito peculiar e possuía uma história bastante complicada. Mesmo tendo sido abandonado pelos pais, foi uma criança bastante mimada.

Foto: Reprodução / Distinguished-Mag

O comportamento violento do Marquês de Sade começou em sua infância. Existem relatos históricos que contam que Donatien e seu primo, o príncipe Condé, estavam brincando, e Sade o espancou por ter pegado um brinquedo. 

Depois desse episódio, os familiares passaram a ficar atentos ao comportamento de Donatien, procurando mimá-lo sempre para deixá-lo mais calmo. Percebendo o temperamento incontrolável do menino, seus pais o abandonaram, e ele foi morar com sua avó, onde passou seus primeiros anos de vida.

Sua avó recebia a visita de suas filhas sendo que quatro delas eram freiras, menos a caçula, Henriette-Victoire, tia de Donatien, que era uma bela moça. 

Todas as tias se dedicavam aos gostos do garoto, incluindo carícias íntimas (sim, horrivelmente falando, isso é pedofilia). 

Nessa época os conventos sofriam com a era pós-revolucionária e esse tipo de ato era considerado novo. Mas, o pai de Sade descobriu e pegou o garoto de volta para que ele recebesse uma educação com “referências masculinas”.

Então ele foi mandado para a casa do tio, o abade Jacques François de Sade que tinha um lado devoto aos prazeres da carne. Donatien descobriu com seu tio alguns lugares onde a sexualidade era tratada como recreação, e os dois passavam os dias seguindo mulheres francesas. 

Na França era normal que pessoas da Igreja se envolvessem em orgias onde participavam monges, freiras, nobres e prostitutas. Donatien participava disso tudo aos 10 anos de idade.

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Seu pai descobriu novamente sobre esses casos e dessa vez resolveu colocá-lo em um colégio jesuíta em Paris.

A educação nesse colégio era rígida e os alunos eram punidos com açoites em frente aos outros estudantes.

Mas, para ele isso era um afrodisíaco. Aos 15 anos ele foi transferido para a academia militar, e após um tempo, foi chamado para lutar na Guerra dos Sete Anos. Ele ficou conhecido como “o líder destemido” devido a sua extrema violência e recebeu várias honrarias.

Sade se envolveu com a filha de um nobre, mas o pai dela não aprovou a união, e propôs que ele se casasse com sua filha mais velha. Para a decepção da garota, Sade aceitou, fazendo questão de introduzi-la ao sadismo e à sodomia. 

Mesmo casado, Sade tinha relações sexuais com homens, mulheres e ainda frequentava orgias. Muitas prostitutas chegaram a denunciá-lo à polícia por suas práticas abusivas, usando de chicotes, bengalas e cera quente como instrumentos de tortura e também a introdução de objetos via oral, vaginal e anal nas vítimas.

Sade foi condenado à morte por tentativa de homicídio e agressão, mas ele conseguiu fugir e escreveu seus livros “120 Dias de Sodoma” e “Os Infortúnios da Virtude” que relatavam cenas de estupros com mutilações e assassinatos. 

A família de Sade o considerou louco, e ele foi levado a um sanatório, onde permaneceu sem escrever em uma cela solitária. Ele foi transferido para várias prisões, e foi até encarcerado por Napoleão Bonaparte, mas faleceu em 1814 aos 74 anos de idade.

Fonte: Jornal The Independent Fotos: Reprodução / The Independent

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