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Cientistas finalmente conseguem explicar o fenômeno da “megaestrutura alienígena”

de Julia Moretto 0

Os cientistas dizem que têm uma solução para “megaestrutura alienígena” de uma estrela. Esse fenômeno não envolve alienígenas e é extremamente consistente com observações anteriores da estrela em atividade.

A solução não envolve duvidosos enxames de cometas, mas em vez disso sugere que a estrela está passando por uma transição de fase interna, o que está causando explosões poderosas na superfície que estão bloqueando as emissões de luz captadas pelos telescópios. Em outras palavras, este novo estudo sugere que as condições internas da própria estrela causem problemas em seu brilho.

Em outubro de 2015, os cientistas descobriram um estranho padrão de luz em torno de uma estrela distante chamada KIC 8462852. Quando um planeta orbita uma estrela, o brilho dela diminui periodicamente em cerca de 1%, mas a KIC 8462852 apresenta quedas erráticas de até 22%.

Recentemente, os pesquisadores sugeriram que o escurecimento é resultado de algum tipo de desordem no espaço interestelar. Segundo Jason Wright, um astrônomo da Penn State University, a solução poderia ser algo do reino da ficção científica – uma gigantesca esfera feita de painéis solares que circunda uma estrela. “Alienígenas devem ser sempre a última hipótese de se considerar, mas isso parecia algo que que uma civilização poderia construir”.

Mas nenhuma explicação – extraterrestre ou não – apresenta dados suficientes para convencer a comunidade científica, fazendo com que a estrela da “megaestrutura alienígena” permaneça envolta em mistério. Porém, uma equipe da Universidade de Illinois disse que os especialistas estão analisando o problema de forma errada e que uma perspectiva diferente pode nos dar uma resposta bastante sólida sobre isso.

Os pesquisadores têm estudado como grandes e pequenas diminuições de brilho da estrela se relacionam entre si. Quando eles aplicaram uma série de modelos matemáticos aos dados, surgiram padrões que também aparecem em outros eventos naturais de grande porte. Essas estatísticas aparecem em todos os tipos de fenômenos naturais, como erupções solares, explosões de raios gama e a atividade neural no cérebro. Elas parecem estar associadas com as coisas passando por certas transições – mais comumente entre sólidos, líquidos e gasosos estados da matéria e, em casos raros, plasma.

Transições de fase parecem estar associadas a atividades como erupções e tempestades solares. Desse modo, os materiais internos da KIC 8462852 estão em transição, e o resultado são explosões irregulares que bloqueiam a luz. “A análise mostra que o modelo de avalanche é extremamente consistente com o que é observado”, explica o astrofísico Ethan Siegel. O estudo foi publicado na Physical Review Letters.

[ Science Alert ] [ Foto: Reprodução / Science Alert ]

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