7 animais que foram extintos recentemente, apenas no Brasil

de Merelyn Cerqueira 0

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Tem-se como extinto um animal que já não existe mais na natureza ou em cativeiro. Nos últimos 50 anos os casos de extinção aumentaram em um ritmo acelerado. Apenas no Brasil, cerca de 11 espécies foram declaradas extintas, sendo que destas, cinco são endêmicas (estrito a determinada região geográfica) e sofreram com o desaparecimento de seus habitats. Com informações da GreenMe.

 

Segundo a bióloga Drielle Martins, da Instituto Chico Mendes (IcmBio), o primeiro ciclo de avaliação de risco de extinção das espécies da fauna se encerrou em 2014. Logo, é possível que os números tenham aumentado até o presente ano.

 

Martins considera ainda que caracterizar um animal como extinto requer uma avaliação longa e trabalhosa, bem como uma coleta e confrontação de dados nacionais e internacionais.

 

Para a análise mais recente foram computados dados de 12.254 espécies, das quais apenas 10.357 apresentaram resultados conclusivos. Destas, 1.192 foram colocadas em categorias de risco, 9.165 foram consideradas não ameaçadas, 1.181 ameaçadas e 11 espécies tidas como extintas (rato-de-fernando-de-noronha, gritador-do-nordeste, caburé-de-pernambuco, limpa-folha-do-nordeste, perereca-verde-da-fímbria, maçarico-esquimó, arara-azul-pequena, peito-vermelho-grande, tubarão-dente-de-agulha, tubarão-lagarto e mutum-do-nordeste).

Dito isso, na lista abaixo, você confere as cinco das espécies extintas que eram endêmicas no Brasil e que hoje já não existem mais em nosso território.

 

Rato-de-Fernando-de-Noronha

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Cientificamente conhecido como Noronhomys vespuccii, o rato-de-fernando-de-noronha existiu apenas no arquipélago que lhe dá o nome e apenas até a chegada dos colonizadores. Logo, é compreensível que não haja imagens da espécie, que foi indentificada apenas pelos fósseis.

 

Acredita-se que o motivo da extinção esteja relacionado a introdução de outro rato no ilha, o Rattus rattus, mais conhecido como rato-preto ou gabiru. Este, nativo da Ásia, teria chegado ao Brasil em meio as caravelas e outras embarcações de colonizadores, trazendo consigo uma série de doenças, incluindo peste bubônica e tifo.

 

Gritador-do-Nordeste

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O Cichlocolaptes mazarbarnetti, ou gritador-do-nordeste, é uma espécie de pássaro que só foi reconhecida atualmente, e imediatamente declarada em risco de extinção. Os últimos espécimes foram observados em 2007, nas Reservas Ambientais de Murici, no Alagoas. Acredita-se que a razão para a extinção esteja relacionada ao avanço da fronteira agro-pecuária na Mata Atlântica do Nordeste, que veio acompanhada de incêndios e pressão sobre o habitat.

Caburé-de-Pernambuco

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Conhecido como Glaucidium mooreorum, o caburé-de-Pernambuco era uma coruja que costumava habitar as florestas da Mata Atlântica de baixada pela região do Rio Formoso e Tamandaré, em Pernambuco. Elas não são vistas mais na natureza desde os anos 2004 e acredita-de que a extinção da ave esteja relacionada a destruição da Mata Atlântica do Nordeste, também devido ao avanço da agropecuária.

 

Limpa-folha-do-Nordeste

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O Philydor novaesi, ou limpa-folha-do-nordeste, era um pequeno pássaro que costumava habitar as reservas ambientais de Murici, no Alagoas, e Jaqueira, em Pernambuco. Ele foi visto pela última vez em 2011, e os motivos de sua extinção também foram relacionados as expansões das frontreiras agropecuárias na região da Mata Atlântica do Nordeste.

Perereca-verde-da-fímbria

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Conhecida como Phrynomedusa fimbriata, a perereca-verde-da-fímbria era endêmica da Serra de Paranapiacaba, uma região localizada em Santo André, São Paulo. Ela vivia a altitudes superiores a 1.000 metros e foi vista pela última vez em 1923. Curiosamente, não há hipóteses que sugiram motivos para seu desaparecimento.

[ Grenme ] [ Fotos: Reprodução / Grenme ]