Toxoplasma
O toxoplasma é um inimigo das mulheres grávidas que possuem um gato de estimação. Durante a gestação, é preciso evitar a infestação, pois ela pode resultar em defeitos de nascimento e abortos. Essa situação só ocorre em casos excepcionais, quando o parasita causador, o Toxoplasma gondii, atravessa a placenta e infecta o feto. A transmissão é feita através das fezes de animais doentes.
Os sintomas mais comuns são: inflamação dos gânglios linfáticos da cabeça e do pescoço, febre, dores de cabeça, garganta e muscular. A melhor forma de prevenção é utilizar calças e luvas descartáveis para a higienização da caixa de areia do gato. Além disso, sempre lavar as mãos após a limpeza.

Arranhadura de gato
As unhas do seu gato podem ser o meio perfeito para a proliferação do Bartonelose, uma infecção causada pela bactéria Bartonella henselae. Além dos arranhões, o germe pode ser transmitido aos seres humanos através de picadas e pela saliva do animal, quando entram em contato com a pele ou mucosas do nariz, boca e olhos.

Os sintomas são o aparecimento de bolhas nos locais da lesão, fadiga, febre, dor de cabeça, nódulos linfáticos inchados perto do local da infecção e mal-estar. A doença conhecida como “arranhadura de gato” não é grave e geralmente se resolve sem tratamento médico. Cortar as unhas do gato regularmente, desinfetar todas as lesões instantaneamente e lavar as mãos depois de tocar o animal é a melhor forma de prevenção.
Tularemia
Os coelhos, roedores e especialmente ratazanas, podem transmitir Tularemia, uma doença causada pela bactéria Francisella tularensis. Ela é transmitida para os seres humanos através do contato com animais doentes ou infectados por outros agentes – como carrapatos e moscas – ou pela ingestão de carne ou água contaminada. Algumas pessoas podem ter pneumonia. Apesar do controle, o número de infecções tem aumentado.

Chlamydophila psittaci
Animais de estimação com bico não estão fora da nossa lista. Uma infecção causada pela bactéria Chlamydophila psittaci, escondida nas fezes das aves, pode apresentar graves problemas aos seres humanos. Periquitos e papagaios são mais suscetíveis a transmitirem a bactéria. Em muitos casos, as aves são importadas e mantidas em quarentena. A passagem das bactérias é semelhante à da gripe nos seres humanos.

Ela inclui febre, calafrios e dor de cabeça. A infecção ocorre frequentemente por inalação de poeira das fezes secas encontradas nas gaiolas. Por esta razão, ela afeta quem trabalha em fábricas de processamento de carne de aves e veterinários.
Giardíase
Lugares com falta de saneamento são um terreno fértil para a giardíase. Portanto, essa infestação ocorre com mais frequência em países mais pobres. A doença manifesta-se em cistos e tem sua origem com um protozoário microscópico chamado Giárdia. Ele se espalha entre os animais de estimação e seres humanos. A transmissão é feita através do contato com as fezes. Ela também é uma doença sexualmente transmissível (DST).

O maior número de casos é na Espanha e nos países ocidentais, porém não são relacionados aos animais de estimação e sim com o consumo de água contaminada. Diarreia, dor abdominal e perda de peso repentina são os sintomas mais comuns da Giardíase.
Leishmaniose
Lixões e esgotos são os ambientes preferido do flebotomíneos, dípteros semelhantes a mosquitos, que também se escondem em cavernas, rachaduras e buracos de árvores. As fêmeas mordem cães e sugam seu sangue. Durante esse processo o gênero de protozoários Leishmania é transmitido ao cão, causando a Leishmaniose. Ela também afeta os seres humanos, especialmente as pessoas com baixa imunidade, como pacientes com tuberculose ou Aids.

Na maioria das vezes, aparecem como lesões de pele e feridas, que podem virar úlceras, com cura muito lenta. Nos casos mais graves, a Leishmaniose apresenta inflamação no fígado e no baço, podendo levar à morte.
Campylobacter
A campilobacteriose é a doença doméstica mais comum de toda Europa. Ela é causada pelo contato direto com fezes de aves, cães, gatos, roedores, coelhos, répteis e anfíbios. A cada ano são registradas na Espanha 48 infecções dentro de 100.000 pessoas, devido à falta de higiene em gaiolas e o contato com as fezes de animais infectados.

Campylobacter é a bactéria responsável por esta infecção e se desenvolve apenas em ambientes com pouco oxigênio. Esta condição é encontrada no corpo das aves – que podem viver com este micróbio sem adoecerem. Por isso, não é recomendado utilizar a faca usada no corte do frango cru para manipular outros alimentos.
Os primeiros sintomas são febre e dor. Em seguida, dores abdominais, cólicas e diarreia. O último sintoma dura entre 48 e 72 horas, e o restante entre a sete ou dez dias. Assim como outras infecções, essa doença é grave em pessoas com sistema imunológico suprimido, e a infecção pode se espalhar por todo o corpo.
Doença de Lyme
A bactéria Borrelia burgdorferi é transmitida ao homem através de cães com carrapatos. Sua picada provoca a Doença de Lyme, que possui sintomas como febre, dor de cabeça, vômitos, dores musculares e articulares. Às vezes, ocorrem erupções rosáceas e manchas vermelhas no local da picada. Em alguns casos, acontecem sequelas neurológicas e cardíacas. 75% das infecções na Europa são registrados na Espanha, Grécia e Portugal. A Doença de Lyme é três vezes mais comum em homens do que em mulheres.

A tênia do cão
A tênia Echinococcus granulosus, um parasita que se aloja no intestino delgado, pode causar um cisto hidático em um humano adulto. A melhor forma de evitar a doença é desparasitando o animal a cada 45 dias e evitar o consumo de vísceras cruas. A doença afeta pessoas com problemas imunológicos, mulheres grávidas e pessoas que entram em contato com as fezes do animal infectado. As consequências podem ser graves, como o aparecimento de grandes cistos no fígado e no pulmão que só podem ser removidos com cirurgia.

Sarna
Pode ser considerada a infecção que atinge todos os sexos, raças ou idades. Alguns ácaros responsáveis por diferentes tipos de sarna preferem o corpo dos animais e não saltam para os seres humanos, mas há espécies, como a Sarcoptes scabiei, que também nos atingem. O sintoma é coceira forte, sem cura ou tratamento específico. Para evitar, é recomendado usar luvas para tratar dos animais e evitar compartilhar o sofá ou a cama com os pets.
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