Síndrome rara faz com que mulher seja capaz de sentir centenas de orgasmos por dia

de Merelyn Cerqueira 0

Conhecida como Síndrome de Excitação Sexual Permanente (PSAS, em inglês), essa condição ocorre apenas em mulheres.

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Trata-se de uma excitação espontânea e persistente, que resulta em incontroláveis orgasmos que ocorrem durante todo o dia e a qualquer momento.

Em uma entrevista concedida ao jornal Daily Mail, um especialista em medicina sexual, Dr. David Goldmeier, do Imperial College, em Londres, disse que essa é uma condição recentemente conhecida, e que os longos períodos de excitação genital não estão associados ao desejo sexual.

Logo, as pacientes experimentam excitações genitais intrusivas, não solicitadas e de forma espontânea. “Ela pode persistir por horas, dias ou até mais”, disse.

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Para algumas mulheres, ela pode ser altamente dolorosa. Apesar das tentativas de aliviar os sintomas com atividade sexual, em alguns casos isso pode acabar não ajudando ou até mesmo agravando os sintomas. 

Segundo ele, as mulheres com PSAS, possivelmente, também são diagnosticadas com a presença de cistos de Tarlov, que são pequenos crescimentos que se formam ao redor do sacro, na região pélvica.

Essa constatação veio por meio de pesquisas realizadas à época, mas que para Goldmeier, ainda é uma sugestão controversa. 

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A excitação genital espontânea é bem comum, porém, nos casos em que ela não pode ser controlada, é que mora o problema. “Vejo cerca de 20 mulheres por ano com essa condição, poder ser que apareçam em uma a cada 100, nós simplesmente não sabemos”, disse ele. 

“Às vezes ela pode se resolver por conta própria, mas até o momento não há curas desenvolvidas, apenas uma série de maneiras de gerenciais os sintomas, tais como, exercícios pélvicos e meditação, juntamente com medicação para tratar as dores da paciente”, acrescentou.

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Em alguns casos relatados pelo jornal inglês, está a de uma norte-americana, chamada Gretchen Molannen, de 39 anos, que tinha diariamente cerca de 50 orgasmos seguidos. Ela foi encontrada morta em dezembro de 2010, em sua casa na Flórida, após cometer suicídio.

Por mais de 15 anos Molannen lutou contra os sintomas da PSAS, e uma semana antes de morrer, ela havia concedido uma entrevista à uma rede de televisão, para contar sobre sua doença, que havia começado quando tinha 23 anos de idade.

Fonte: Diário de Biologia Fotos: Reprodução / Diário de Biologia

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