11 coisas que acontecem durante um orgasmo

de Merelyn Cerqueira 0

Embora você não precise ter um orgasmo para experimentar o prazer íntimo, a sensação, de fato, ainda é um ótimo bônus. Mas, você já se perguntou o que acontece com seu corpo durante o clímax? 

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Segundo informações da Business Insider, pesquisadores utilizaram imagens feitas por meio de dispositivos de Ressonância Magnética Funcional e Tomografia por Emissão de Pósitrons, capazes de medir o fluxo sanguíneo e a atividade dos neurônios, para determinar o que exatamente acontece no cérebro durante orgasmo. Veja abaixo:

1 – A parte lógica é completamente desligada

Há uma razão para as pessoas se sentirem mais ousadas e menos desinibidas durante o sexo. Isso ocorre porque a parte do cérebro responsável pelas habilidades de raciocínio é temporariamente desativada. De acordo com o psicólogo clínico Daniel Sher, o córtex orbitofrontal lateral torna-se menos ativo durante o sexo.

“Essa é a parte do cérebro responsável pela razão, pela tomada de decisões e pelos juízos de valor. A desativação dessa parte do cérebro também está associada à diminuição do medo e da ansiedade”.

2 – Orgasmo envolve múltiplas partes do corpo

De acordo com a psicóloga Kayt Sukel, os pesquisadores descobriram que o córtex sensitivo genital, as áreas motoras, o hipotálamo, o tálamo e a substância negra, se ativam durante o orgasmo. Enquanto o tálamo ajuda a integrar informações sobre o toque e movimentos associados, o hipotálamo produz ocitocina — o hormônio do prazer, do relaxamento, do amor — que pode ajudar a coordenar a excitação.

3 – O cérebro libera onda de dopamina

Durante um orgasmo, o cérebro trabalha muito para produzir uma série de diferentes hormônios e neurotransmissores, entre eles a dopamina, relacionada a sentimentos de prazer, desejo e motivação. Esse hormônio é formado em uma região do cérebro chamada área segmentar ventral, e é liberado em outras partes, como o núcleo accumbens e córtex pré-frontal.

4 – Ocitocina é liberada durante o orgasmo

Segregado pela glândula pituitária, o hormônio ocitocina é liberado no hipotálamo, promovendo sensação de afeto. Também liberado durante a amamentação, ele é conhecido por facilitar sentimentos de amor e apego. 

Curiosamente, durante o sexo também é liberado a prolactina, um hormônio responsável pela produção de leite após a gravidez. No sexo, por outro lado, ele desempenha um papel diferente, produzindo a sensação de satisfação que acompanha o orgasmo.

5 – Orgasmo estimula o cérebro da mesma forma que drogas

Aparentemente, a mesma parte do cérebro que te faz sentir bem após comer uma sobremesa ou ganhar uma partida de futebol são as mesmas ativadas durante o orgasmo. De acordo com os pesquisadores, o sexo prazeroso ocorre porque os caminhos de recompensa em nosso cérebro são ativados, levando ao orgasmo. 

“Essas são as mesmas redes que são ativadas em resposta ao uso de drogas, consumo de álcool, jogos, ouvir sua música favorito ou desfrutar de uma refeição deliciosa”, explicou Sher.

6 – Ficamos menos sensíveis à dor

“À medida que a glândula pituitária é ativada, a liberação de endorfinas, ocitocina e vasopressina promove a redução da dor, aumentando intimidade e vínculo”, disse Jess O’Reilly, sexólogo. Isso poderia explicar por que coisa como palmadas ou puxar os cabelos podem ser aceitáveis e até mesmo prazerosas durante o sexo, mas não fora dele

7 – Orgasmo e dor ativam mesmas áreas do cérebro

Embora a relação entre dor e orgasmo ainda não seja totalmente compreendida pela ciência, alguns estudos mostram que a estimulação vaginal pode reduzir a sensibilidade à dor em algumas pessoas.

8 – Cérebro libera hormônios que causam felicidade e sono

Uma vez que o orgasmo acontece, o cérebro tende a desacelerar. De acordo com Sher, isso ocorre porque é sinalizado ao sistema nervoso parassimpático que comece a regular (ou acalmar) o corpo.

Basicamente, isso está relacionado ao aumento dos níveis de ocitocina, para facilitar o apego, proximidade e vínculo. Além disso, há a liberação de serotonina, um hormônio conhecido por promover bom humor, relaxamento e, em algumas pessoas, sonolência – por isso alguns homens tendem a dormir.

9 – Mulheres continuam liberando ocitocina 

“Nas mulheres, a ocitocina tende a continuar sendo liberada após o orgasmo, o que pode explicar a motivação para os abraços pós-coito”, observou Daniel Sher.

10 – Genitais não são obrigatórios 

Embora acreditemos que o orgasmo e o prazer sexual dependem da estimulação dos genitais, isso não é inteiramente verdade. Em alguns casos, o cérebro pode criar novos caminhos para o prazer que não envolvam os órgãos sexuais, especialmente em pessoas onde a estimulação genital sofreu lesões ou danos após acidentes ou cirurgias.

De acordo com O’Rielly, em pessoas que tiveram os órgãos removidos ou feridos, o cérebro tende a remapear os sentidos para que possam experimentar sensações orgásticas em outras partes do corpo, por exemplo, através da estimulação da pele do braço ou mamilos.

11 – Natureza tenta nos “enganar”

“Se você pensar objetivamente, a ideia de arriscar sua vida e sua saúde para que um ser exista e cresça dentro de você por 9 meses, e após isso décadas de dedicação, é algo muito trabalhoso. A Mãe Natureza pode estar ‘nos enganando’ para garantir que a espécie não morra”, disse Sukel.

Fonte(s): Science Alert Imagens: Reprodução / Shutterstock

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