Revelado o mistério dos ganhos do Google com publicação de notícias

Gigante da internet divulgou as informações em seu blog corporativo no Brasil

de Redação Jornal Ciência 0

A ferramenta de busca do Google costuma ser a principal que bilhões de pessoas ao redor do mundo recorrem, todos os dias, para qualquer tipo de informação, comprar algo ou resolver problemas. Além disso ela é, para muitos, o primeiro recurso para acessar as últimas notícias.

Para responder às buscas dos usuários, o Google se vale do que a mídia publica na internet, para a qual então dedica parte do tráfego para expandir as informações.

Mas, há uma tensão entre a empresa e os veículos de comunicação que acontece em todos os continentes: será que o Google fica com a parte mais importante do negócio?

Em resposta, o Google Brasil acaba de publicar uma matéria em seu blog corporativo em que explica como funciona sua relação com a mídia e quais são seus ganhos. Em breve, o gigante da tecnologia planeja publicar dados semelhantes sobre o restante da América Latina.

“Antes da Internet, a mídia tinha que pagar para que seu conteúdo aparecesse nas bancas e em outros lugares, atraindo a atenção de potenciais leitores. Hoje, a busca do Google coloca os brasileiros em contato com sites de notícias milhões de vezes ao dia, garantindo o acesso a informações de qualidade sem custo para as empresas noticiosas. Assim, essas empresas têm a oportunidade de expandir seus negócios exibindo anúncios em seus sites e também oferecendo assinaturas para esse público”, explica a matéria. “Conectamos usuários a conteúdos de qualidade e apoiamos o jornalismo no Brasil.”

A nota do blog do Google continua:

“Ao contrário do que muitos pensam, o retorno financeiro que obtemos com essa conexão é baixo. É importante observar que não exibimos anúncios no Google Notícias ou nas guias de resultados de notícias que aparecem na pesquisa. Além disso, as buscas relacionadas a notícias representaram apenas 1,5% do total de buscas realizadas pelo Google no Brasil em 2019. No mesmo período, o valor gerado pela publicidade exibida acima dessas notícias resulta em O Brasil, conhecido como AdWords, custava US$ 4 milhões (cerca de 20 milhões de reais na taxa de câmbio atual), em receita, não em lucro. Isso representa uma pequena parte da receita gerada pelos anúncios da rede de pesquisa no país, porque a maior parte de nossa receita vem de pesquisas com intenções de compra – por exemplo, quando você deseja comprar um ‘tênis de corrida’, digita essas palavras em pesquisar e clica em um anúncio”.

Portanto, a empresa declara: “Não é correto dizer que a maior parte de nossa receita vem da exibição de anúncios em resultados de notícias de busca. Em última análise, estamos interessados em ajudar nossos usuários a se manterem bem informados enquanto fazemos nossa parte para apoiar um futuro sustentável para a indústria de notícias”.

Colaboração com empresas de mídia

O artigo explica que o Google não tem uma classificação elevada nos resultados de pesquisa. “As pessoas confiam no Google para ajudá-las a encontrar informações úteis e confiáveis de uma ampla variedade de fontes. Para manter essa confiança, os resultados da pesquisa são determinados pela relevância, não pelos links comerciais. É por isso que não aceitamos ninguém que pague para ser incluído nos resultados da pesquisa orgânica. Vendemos anúncios vinculados aos termos pesquisados pelos usuários, não aos resultados da pesquisa, e toda a publicidade que aparece em nossas plataformas é claramente identificada”, garante.

“Há casos em que pagamos pelo conteúdo, mas envolvem a criação de um produto com uma necessidade específica, quando, por exemplo, mostramos o resultado de jogos de futebol ou a previsão do tempo em painel dedicado, entre outras soluções”, explica o artigo e fala sobre um novo programa de licenciamento lançado no início deste ano, no qual o Google pagará pelo conteúdo de um novo produto de notícias que está prestes a ser lançado.

O Google antecipa que este novo produto associado à mídia será expandido para outros países nos próximos meses.

Fonte: Infobae Fotos: Reprodução

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