Qual o mistério por trás da enigmática rocha de Dighton?

de Merelyn Cerqueira 0

Por volta de 1860, na região de Berkley, New England, Massachussetts (EUA), foi escrita em uma rocha de 40 toneladas uma mensagem que até os dias de hoje é considerada uma das descobertas mais enigmáticas das Américas.

Chamada de rocha de Dighton, a pedra traz um texto em escrita cuneiforme que há muito tempo causa intenso debate entre estudiosos. No entanto, até o momento, ninguém ainda conseguiu atribuir-lhe uma origem e tampouco decifrá-la.

Alguns acreditavam que a pedra estava relacionada ao explorador português Miguel Corte Real, que durante o século XVI saiu para explorar o Novo Mundo e nunca mais retornou. Por outro lado, há quem diga que as mensagens foram feitas por exploradores fenícios, nativos americanos, vikings ou até mesmo marinheiros chineses.

A rocha de Dighton, que possui cerca de 1,5 metro de altura, 2,9 metros de largura e 3,4 metros de comprimento, foi colocada em um memorial perto da cidade de Berkley.

A primeira referência verificável feita a ela ocorreu em 1680, quando John Danforth a avistou e fez uma cópia de suas escrituras. O desenho, que atualmente se encontra exposto no Museu Britânico, em Londres, mostra apenas a parte mais alta da pedra.

Nos anos seguintes, muitas outras descrições e desenhos foram documentados, incluindo um feito pelo pastor puritano e escritor Cotton Mather (As Maravilhosas Obras de Deus Comemoradas – de 1690) e outro produzido pelo poeta James Russell Lowell.

Há uma série de teorias que tentam explicar a origem da pedra. De acordo com o pesquisador norte-americano Ezra Stiles, as mensagens poderiam ter sido esculpidas por exploradores fenícios, sendo esta a mais plausível explicação.

Já para Gavin Menzies, em um livro publicado em 1421, os desenhos teriam sido obra de marinheiros chineses que visitaram o continente quase 100 anos antes de Colombo.

Embora nenhuma das teorias tenha sido comprovada, comparações foram feitas com uma descoberta semelhante feita na Paraíba, aqui no Brasil.

Pedra de Ingá.

Chamada de “Pedra de Ingá”, o achado também está cercado de inscrições indecifráveis. Alguns estudiosos argumentam que ela também tenha origem fenícia, como o pesquisador e escavador brasileiro Gabriel Baraldi, que apontou que ambas as esculturas são prova de uma tecnologia antiga e desconhecida.

Fonte: Atlas Obscura Foto: Reprodução Atlas Obscura / Wikipédia

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