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Mulheres estão se suicidando para evitar estupros por soldados sírios

de Merelyn Cerqueira 0

Rebeldes presos recentemente na cidade de Aleppo, na Síria, disseram que cerca de 20 mulheres haviam cometido suicídio a fim de evitar o abuso sexual por parte dos soldados. Uma delas, enfermeira, não identificada, chegou a escrever uma carta afirmando que o faria por medo de ser estuprada pelos “animais” do exército sírio, de acordo com informações do jornal Mirror.

Sou uma das mulheres de Aleppo que em breve será estuprada… não há mais armas ou homens que possam estar entre nós e os animais, que estão prestes a vir, chamados de ‘exército do país’. Eu não quero nada de vocês. Eu não quero nem mesmo a sua súplica. Como ainda sou capaz de falar, acredito que a minha súplica vai ser mais verdadeira do que a sua!”

“Estou cometendo suicídio e eu não me importo se você diz que eu estou indo para o inferno. Estou me suicidando porque eu não fiquei bem na casa do meu falecido pai durante todos esses anos, porque seu coração se quebrou quando viu todos deixarem Aleppo”. 

“Estou cometendo suicídio não por ‘nenhuma razão’, mas porque eu não quero que vários membros do Regime Assad apreciem me estuprar, enquanto ainda ontem temiam dizer a palavra ‘Aleppo”. 

“Estou me suicidando porque o Dia da Ressurreição chegou em Aleppo e eu não acho que o inferno seja pior do que isso. Estou me suicidando e sei que todos vocês se unirão a mim no inferno, e isso será a única coisa que nos unirá: o suicídio de uma mulher. Não sua mãe, irmã ou esposa, mas uma mulher com a qual você não está preocupado”.

 “Eu concluirei dizendo que seus fatawa [vereditos] tornaram-se sem sentido para mim, assim salve-os para si e sua família”. “Estou cometendo suicídio… e quando você ler isso, saiba que eu morri pura apesar de todos”.

O nome da enfermeira responsável pela carta não foi descoberto e ela tampouco foi localizada. Em entrevista ao TheNews.com, Abdullah Othman, chefe do Conselho Consultivo para a Frente do Levante – um grupo de rebeldes – confirmou a morte das 20 mulheres por suicídio.

Homens, mulheres e crianças estavam sendo cozidos vivos por meio de bombas lançadas onde estavam – seus gritos podiam ser ouvidos em meio aos escombros”, contou.

No entanto, um cessar-fogo teria sido acordado entre as partes para que os bombardeios fossem interrompidos. Porém, há indícios de que o pacto teria sido quebrado e os civis, novamente, afetados. “Há muitos cadáveres em Fardous e Bustan al-Qasr e ninguém para enterrá-los”, disse Othman.

[ Mirror ] [ Foto: Reprodução / Adinah ]

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